Processo eleitoral SBC: “todos devemos participar pelo bem do grupo”

Osni Moreira Filho, membro titular da CELEP, convoca todos os associados a fazerem parte desse momento importante da entidade


Estão abertas até 12 de agosto as candidaturas para o processo eleitoral da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Serão nomeados três membros do Conselho Administrativo (CA) para mandatos de três anos, oriundos das Regiões Norte/Nordeste, Paulista e Sul; além de um membro titular da Comissão Eleitoral e de Ética Profissional (CELEP) e seu respectivo suplente, para mandatos de três anos.


A CELEP divulgará, em 12 de setembro, a lista definitiva das candidaturas homologadas e não homologadas, no site da SBC. A nomeação acontecerá em 14 de outubro, durante a Assembleia Geral de Associados Delegados (AGAD), no 77º Congresso Brasileiro de Cardiologia/Mundial de Cardiologia. A participação dos associados é fundamental para fortalecer a união, o consenso e a sinergia de ações na condução da Sociedade.


Em janeiro de 2022, a SBC implementou um novo modelo de governança e político, que garante representatividade e pluralidade. Um Conselho Administrativo assumiu a gestão e tornou-se responsável por todas as decisões da entidade, tendo como compromisso o aprimoramento científico da Cardiologia, a defesa do profissional e a participação na construção de políticas públicas de saúde.


Veja a seguir entrevista exclusiva com Osni Moreira Filho, membro titular da CELEP, destacando a importância da participação de todos neste momento histórico e as perspectivas para o futuro.


Quais as expectativas quanto ao processo eleitoral?

Osni Moreira Filho: A SBC recentemente mudou seu processo de seleção de dirigentes, após discussão com os associados, sugestão de mudanças de estatutárias e, finalmente, discussão e aprovação pelo seu órgão máximo, que é a AGAD. O processo ainda está em fase de ajustes à nova forma de governança definida. Neste ano, serão escolhidos novos membros da CELEP e do Conselho Administrativo, cada um deles com mandato de três anos. E isto se repetirá ano a ano, renovando continuamente a CELEP e o CA, mas sempre com a presença de membros experientes, para não haver solução de continuidade no exercício de suas funções. Uma vez preenchendo os critérios de elegibilidade, o associado da SBC que quiser prestar este serviço à Sociedade poderá se candidatar. Minha expectativa como atual coordenador da CELEP é que este processo se dê de forma transparente e segura nos próximos meses e que, em breve, tenhamos novos associados servindo como dirigentes de nossa Sociedade.


Qual a importância de os associados participarem desse processo eleitoral, tanto quanto candidatos quanto como votantes?

Osni Moreira Filho: Uma Sociedade precisa que seus membros conheçam a dinâmica da gestão e participem dela. Em uma entidade com milhares de membros, como a SBC, os associados podem e são aconselhados a participar das várias eleições, em algumas como candidatos, em outras como votantes. Neste ano, eles são convidados a disponibilizar seus nomes como candidatos. Por questão estatutária, a votação será feita pelos representantes dos associados, os vários associados delegados, originários de todo o país. Estes delegados foram escolhidos na última eleição, em 2021, e serão renovados em 2023, em eleição envolvendo todos os associados em dia com suas obrigações societárias. A democracia tem um processo de aumento progressivo de entropia. Para que se mantenha saudável, constantes esforços devem ser feitos para sua oxigenação. O processo eleitoral é um destes esforços que nós, associados, precisamos fazer pelo bem do grupo. Devemos todos participar conforme nos indique nossa alma, no grau que julguemos apropriado.


A votação é obrigatória?

Osni Moreira Filho: Não, ela é voluntária, mas a omissão indica a perda da oportunidade da participação. Possivelmente, nos enfraqueceria na eventual necessidade de desejarmos ajustes de rota da Sociedade no futuro.


Como esse processo reforça o novo modelo de governança da SBC?

Osni Moreira Filho: Um dos aspectos da governança é a manutenção dos processos em curso. Outro é o constante olhar do neófito. Cada membro eleito, com seu mandato de três anos, será a resposta da pergunta da Esfinge a Édipo. O conselheiro neófito engatinha no processo administrativo. O conselheiro de segundo ano tem o equilíbrio entre a experiência e a expectativa. E o conselheiro de terceiro ano, que se aproxima do fim do seu termo, tem a visão da história e dá mentoria a seus colegas mais inexperientes, ao tempo que prepara sua transição. Uma governança será equilibrada se o conselho mantiver o balanço entre a energia da mudança e o respeito à história.


O que os associados podem esperar do próximo ano de consolidação do novo modelo?

Osni Moreira Filho: Que a Sociedade progressivamente se ajuste ao novo modelo, permanecendo ainda com um grande esforço normativo e também com mais e mais resultados práticos no que tange aos objetivos descritos em nosso estatuto.

As regras para candidatura e outras informações pertinentes ao processo eleitoral foram publicadas no Edital, que pode ser lido clicando aqui.


Mais informações no site: https://www.portal.cardiol.br/eleicoes-2022

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