Aulas da primeira turma de Pós-graduação em Cardio-oncologia iniciam dia 17 de maio

Curso é realizado pela SBC em parceria com INC e apoio do INCA. Estão matriculados 114 alunos, dos quais 21 foram contemplados com bolsas de estudo. Objetivo é formar profissionais para um futuro que terá, cada vez mais, pacientes com câncer e doenças do coração


A primeira turma do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Cardio-Oncologia, realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em parceria com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e apoio do Instituto Nacional do Câncer (INCA), inicia suas aulas no próximo dia 17 de maio. No último dia 10 de maio, os nomes contemplados para bolsas destinadas à especialização foram divulgados – foram 69 concorrentes e 21 selecionados. Confira a lista completa AQUI.


Para a primeira turma, a SBC disponibilizou 150 vagas, das quais 114 já têm alunos matriculados. O curso está separado em duas fases. A primeira é baseada em fundamentos básicos da cardio-oncologia e a segunda, na aplicação do conhecimento.


O aluno passará por avaliações periódicas em que deverá aplicar o conhecimento adquirido. É abrangente e trata o tema em profundidade com 36 módulos compostos por 112 videoaulas e possui carga horária de 446 horas.


Ao final das aulas e de todas as avaliações, o discente deverá desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Os participantes terão, no máximo, 12 meses, a partir da última aula síncrona, para sua finalização.


A criação do curso de pós-graduação é uma oportunidade de formar os profissionais para tratar melhor afecções tão comuns na população e com particularidades que são dominadas por especialistas nessas situações clínicas.


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A estrutura curricular da especialização inclui determinantes epidemiológicos, fisiopatológicos e clínicos relacionados à cardio-oncologia; princípios da oncologia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e cirurgia oncológica; diagnóstico e monitoramento das lesões cardiovasculares secundárias ao tratamento do câncer; diagnóstico e monitoramento das diversas situações clínicas cardiovasculares nos pacientes com câncer e dos tumores cardiovasculares; tratamento das lesões secundárias ao câncer, a sua terapêutica e os tumores cardíacos; estratégias de prevenção e de reabilitação das lesões cardiovasculares secundárias ao câncer ou ao seu tratamento, e contextualização do paciente dentro de visão ética, humanística, multiprofissional, na realidade epidemiológica brasileira. Confira a estrutura curricular completa AQUI.


“A interação entre a cardiologia e a oncologia contribui para a melhor evolução dos pacientes, tendo como objetivos principais a adoção de estratégias de prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento das doenças cardiovasculares nessa população. A cardio-oncologia é uma fronteira recente na medicina, porque há um número grande de pacientes com cardiopatias, com doença arterial coronária, com disfunção do ventrículo esquerdo e que apresentam câncer e precisam ser avaliados pelo cardiologista de maneira apropriada, através de métodos de diagnóstico sofisticados, conduzindo o tratamento do paciente oncológico para que ele tenha melhores perspectivas terapêuticas”, fala o coordenador do curso, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e integrante da Comissão Científica da SBC, Wolney de Andrade Martins.


Para o diretor de Assistência do INCA e um dos coordenadores da pós-graduação, Gélcio Luiz Quintella Mendes, a união entre cardiologia e oncologia é fundamental na jornada do paciente com câncer, trazendo maior segurança e possibilitando a conclusão do tratamento oncológico com menor risco de desenvolvimento de toxicidade e propiciando uma melhor condução do cuidado.


“Com a especialização, esse profissional da cardio-oncologia vai receber formalmente uma série de informações e conceitos que trarão uma melhora qualitativa no atendimento aos pacientes, pois será um cardiologista especialista que vai conhecer bem essa interação entre o câncer e aparelho cardiovascular. A expectativa é que essa pós-graduação gere uma série de profissionais habilitáveis e com conhecimento profundo sobre a cardio-oncologia”, acredita Mendes.


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