SBC orienta e incentiva sobre a importância da vacinação

Campanha destaca ser fundamental levar informação de qualidade às pessoas e aumentar a adesão às ações de imunização. Vacinas bloqueiam a ação de vírus e diminuem a atividade inflamatória, protegendo o aparelho cardiovascular


A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), através da Diretoria de Promoção e Saúde Cardiovascular/FUNCOR, lançou em abril a Campanha de Vacinação 2021, com o objetivo de orientar a população sobre a importância da vacinação em todas as idades, e não somente na infância. É fundamental levar informação de qualidade às pessoas e aumentar a adesão às ações de imunização.


As vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis. Com elas, erradicou-se no mundo a varíola e no Brasil, a rubéola, a síndrome da rubéola congênita, o tétano materno e o tétano neonatal, por exemplo. A aderência à vacinação ainda é um problema que preocupa no País, tanto que a cobertura vacinal tem caído nos últimos anos. Há uma dificuldade de convencer, principalmente, o público adulto a se vacinar.


A vacinação depende, em muito, da recomendação do médico, que é uma fonte de informação confiável para os seus pacientes. A consulta pode ser um momento oportuno para checar sobre a vacinação. O conhecimento e consequente convencimento sobre a necessidade de aderir as campanhas é determinante para sua difusão.


“Qualquer vacina que estimule o nosso sistema imunológico vai proteger o nosso aparelho cardiovascular. A aterosclerose – doença dos vasos, que leva ao infarto e ao derrame cerebral, tem como principal causadora a atividade inflamatória e a inflamação tem tudo a ver com doenças do coração. Quando o indivíduo é acometido por uma virose, ele tem uma alta atividade inflamatória, como acontece com a Covid-19, e isso facilita os desfechos cardiovasculares”, explica o presidente da SBC, Celso Amodeo.


A vacinação, seja contra a gripe, o sarampo, a Covid ou qualquer outra, bloqueia a ação do vírus e diminui a atividade inflamatória, protegendo o aparelho cardiovascular. Por isso a importância de campanhas como essa, que estimulem a população a manter sua carteira de imunização atualizada.


“A maioria dos adultos não mantém essa carteira atualizada. O idoso, hoje, tem que tomar vacina do herpes zoster, pneumonia e uma série de outras que as pessoas não possuem o hábito de procurar. Estamos fazendo essa campanha para enfatizar não só a importância da vacina para Covid-19, mas também todas as outras”, afirma Amodeo.


Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), após a pandemia, 80 milhões de crianças abaixo de um ano estarão com o calendário vacinal desatualizado, e isso significa a porta de entrada para o retorno de doenças como sarampo e poliomielite. É fundamental dar atenção para a vacina da Covid-19, e principalmente, não se esquecer das vacinas que já se têm disponíveis.


Influenza


O Ministério da Saúde iniciou no último dia 12/4, a campanha nacional de vacinação contra a gripe para prevenir a contaminação pelo vírus influenza. Ela deve se estender até o dia 9 de julho e deve vacinar pelo menos 90% dos grupos elegíveis, o que inclui mais de 79 milhões de pessoas. O vírus influenza costuma circular no Brasil com mais intensidade a partir de março e pode ser um dos causadores da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De acordo com dados do próprio Ministério, em 2020 foram notificadas 2.150 hospitalizações por SRAG no Brasil.


O influenza ainda é conhecido por provocar complicações respiratórias graves em pacientes imunodeprimidos, idosos e pessoas com outras doenças crônicas — público bastante vulnerável também ao novo coronavírus. Além disso, estar imunizado também reduz os casos gripais em que há a necessidade de cuidados intensivos — aumentando a disponibilidade de leitos justamente em um momento em que os hospitais e clínicas encontram-se em colapso por conta da alta demanda de pacientes graves de Covid-19.

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