SBC e ministro da Saúde discutem estratégias para aprimorar o cuidado com doenças cardiovasculares

Em Brasília, Marcelo Queiroga, ex-presidente da SBC, recebeu o atual presidente da entidade, Celso Amodeo; o coordenador do Treinamento de Emergências Cardiovasculares, Sergio Timerman; a diretora do Departamento Científico, Andréa Brandão, e o superintendente, Luiz Felipe Costamilan


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu uma comitiva da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em Brasília, para discutir estratégias para aprimorar a Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS) no cuidado com a hipertensão arterial e demais doenças cardiovasculares. O encontro ocorreu no último dia 23 de junho, e reuniu o presidente da SBC, Celso Amodeo; o coordenador do Treinamento de Emergências Cardiovasculares da entidade, Sergio Timerman; a diretora do Departamento Científico, Andréa Brandão, e o superintendente, Luiz Felipe Costamilan.



Uma das pautas da reunião foi um projeto voltado ao aprimoramento das linhas de cuidado do paciente com hipertensão arterial, doença que mata mais de dez milhões de pessoas por ano no mundo e atinge cerca de 30% dos brasileiros. Entre as ações a serem desenvolvidas, está a qualificação de equipes de atenção primária à saúde e iniciativas para melhorar a adesão do paciente hipertenso ao tratamento.


“Apenas 20% dos brasileiros diagnosticados com hipertensão têm a pressão arterial controlada. Isso porque o grande problema que temos no Brasil é fazer com que as pessoas adotem o tratamento, tanto com medicamentos, como com medidas não medicamentosas, como práticas de vida saudável”, enfatiza Amodeo.


Também foi discutida a possibilidade da extensão do programa TECA 360 para, pelo menos, 10 mil profissionais do SUS. Trata-se de um treinamento avançado de emergências cardiovasculares, desenvolvido por especialistas em emergência cardiovascular da SBC. O foco em emergência cardiovascular é um padrão inédito e customizado para o profissional brasileiro.


“A SBC, mantendo a sua atividade de educação médica continuada e atuação para a melhoria da qualidade assistencial da cardiologia brasileira, considera de extrema importância o estreitamento de laços com o ministério da Saúde, especialmente no momento em que a gestão é de um médico cardiologista. Seguimos construindo uma forte agenda para fortalecer, cada vez mais, a nossa especialidade no Brasil”, finaliza Amodeo.

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