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SBC e AMIB solicitam criação da área de cardiointensivismo

Entidades assinaram documento destinado à Associação Médica Brasileira. Com essa criação os especialistas neste segmento terão sua expertise devidamente reconhecida e podem registrá-la no Conselho Federal de Medicina



O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga, e a diretora-executiva da a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Suzana Margareth Ajeje Lobo, assinaram no último dia 4 de dezembro, documento conjunto onde solicitam a criação da área de atuação cardiointensivismo. A demanda será analisada pela Comissão Mista da especialidade. Com essa criação os especialistas neste segmento terão sua expertise devidamente reconhecida e podem registrá-la no Conselho Federal de Medicina (CFM).


O documento foi encaminhado para a Associação Médica Brasileira (AMB) e destaca que é de notório saber para a comunidade científica e mesmo para a população leiga o aumento progressivo no grau de complexidade requerido para a assistência de saúde adequada a pacientes com descompensação cardíaca grave e consequente acometimento multisistêmico e elevado índice de mortalidade.


O arsenal terapêutico, as estratégias farmacológicas bem como os avanços tecnológicos que se tornam disponíveis rapidamente com a possibilidade de restauração da saúde em pacientes com gravidade antes consideradas incompatíveis com a vida, constituem hoje, um corpo de conhecimento científico avançado. Desta forma, SBC e AMIB requerem e justificam a criação imediata de uma área de atuação que contemple esta titulação.


A SBC, inclusive, já deu um primeiro passo oficializando um ano adicional de residência médica em cardiointensivismo junto à Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do Ministério da Educação. Contudo, para oficializar a área de atuação e subsequente titulação, as entidades têm ciência da necessidade da participação conjunta neste processo.


O cardiointensivismo une tópicos de cardiologia e medicina intensiva em uma única matriz. O objetivo do ano adicional em cardiologia nessa área visa capacitar médicos a diagnosticar, monitorar, prevenir e tratar os agravos de saúde cardiovascular do paciente crítico na UTI e em outras unidades de atendimento; capacitar médicos para os principais procedimentos relacionados ao cuidado cardiovascular; coordenar as ações médicas de uma equipe multiprofissional dentro e fora da UTI; planejar e coordenar ações paliativas e de fim de vida e garantir prática clínica ética e profissional ao paciente crítico, bem como o suporte aos familiares.


Dados do CFM (Demografia Médica 2020) apontam que 1.453 cardiologistas também são especialistas em Medicina Intensiva, sendo, exceto a Clínica Médica, a especialidade mais escolhida entre cardiologistas que atuam no Brasil. Há, portanto, uma nítida interação entre as especialidades. Para Queiroga, é fundamental o diálogo entre SBC e AMIB para qualificar adequadamente os especialistas que lidam em terapia intensiva cardiológica no Brasil.


“Priorizamos a qualificação dos médicos brasileiros, em particular dos cardiologistas. A cardiologia e suas diversas áreas de atuação são prioridades para o sistema de saúde”, reitera o presidente da SBC.

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