Relação entre norepinefrina urinária, fibrose e arritmias na cardiopatia chagásica crônica


Artigo irá integrar edição de julho da revista ABC Cardiol


Na cardiomiopatia chagásica crônica, impõem-se estudos com a proposta de identificar fatores de risco arritmogênicos em pacientes nos quais a disfunção ventricular de moderada a grave não está presente. Em artigo que será publicado na edição de julho dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia (ABC Cardiol), disponível a partir do dia 7, buscou-se verificar a dependência entre arritmias ventriculares frequentes (ARV), fração de ejeção de ventrículo esquerdo (FEVE), extensão da fibrose pela ressonância magnética cardíaca (RMC) e dosagem de norepinefrina urinária (NOREPI) na cardiomiopatia chagásica crônica com FEVE preservada ou minimamente comprometida.


A cardiomiopatia chagásica crônica é considerada uma condição arritmogênica decorrente de uma miríade variável de arritmias potencialmente fatais, principalmente em estágios avançados da doença (grupo com alto risco individual de morte súbita elétrica cardíaca). Embora os pacientes de alto risco de morte súbita elétrica possam ser identificados por seus fatores de risco, na população com doença cardiovascular, o maior número de casos de morte súbita elétrica é registrado em pacientes não previamente determinados como de alto risco. Esse aparente paradoxo dificulta a adoção de medidas preventivas em larga escala e justifica estudos nesse grupo de pacientes com fração de ejeção preservada ou discretamente reduzida, ainda que seja motivo de debate.


O estudo concluiu, de acordo com a amostragem, que em pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica com FEVE preservada ou discretamente reduzida, observa-se a integridade do sistema nervoso autonômico em corações com pouca fibrose e FEVE mais elevada, apesar da presença de tradicionais fatores de risco para morte súbita cardíaca. Há dependência entre os níveis de NOREPI, FEVE e fibrose miocárdica, mas não com ARV.


Leia o artigo na íntegra na revista ABC Cardiol, edição de julho/2022.


Leia o artigo na íntegra na revista ABC Cardiol, edição de julho/2022. Acesse: https://abccardiol.org/


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