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02/03/2023, 16:04 • Atualizado em 21/12/2023, 17:30

SBC/SOCESP

SOCESP promove campanha sobre coração feminino em março

No mês do Dia Internacional da Mulher, a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo realiza uma campanha de alerta e prevenção destacando, para a população, que muitas cardiopatias são ainda mais frequentes no sexo feminino. A presidente da SOCESP, Ieda Jatene, informa que a entidade reuniu trabalhos científicos sobre o tema para formular postagens nas mídias sociais e no site, além de entrevistas com especialistas exibidas para detalhar e esclarecer sobre o assunto ao logo de março. “O fato de as mulheres assumirem responsabilidades cada vez mais cedo, enfrentando rotinas puxadas e jornadas duplas ou triplas, que incluem estudo, trabalho e cuidados domésticos pode explicar esta mudança de cenário, que as coloca como alvo. E as mais jovens acabam negligenciando os sintomas por não acreditarem pertencer ao grupo de risco”, esclarece.

A coordenadora do SOCESP Mulher, Lília Nigro Maia, lembra que a cada 12 minutos uma mulher morre infartada no país e a cada 10 minutos uma perde a vida por conta do AVC. As doenças do coração feminino superam em mais de duas vezes o número de óbitos por todos os tipos de câncer anualmente. “Há cerca de 60 anos este tipo de patologia matava nove homens para cada mulher e hoje estes números são equivalentes. Alimentação inadequada, baixa atividade física, consumo de álcool e tabagismo são alguns fatores que corroboram para este cenário, que ganha incidência mais ampla nas classes sociais menos favorecidas.

Vários estudos internacionais já vêm demonstrando o que os cardiologistas constatam nos consultórios. “Entre os trabalhos sobre o tema, a Associação Americana de Cardiologia aponta a síndrome coronariana aguda como responsável por 35% dos infartos em mulheres com menos de 50 anos sem fatores de risco. Já a Pesquisa Internacional de Síndromes Coronarianas Agudas em Países em Transição – nações como a Rússia que estão implementando economia de mercado – concluiu que o infarto foi a mais comum manifestação clínica em jovens (68% versus 59,6% em pacientes mais velhos) e as mulheres aqui representaram as maiores taxas de mortalidade em 30 dias após a ocorrência, considerando o mesmo tipo de tratamento dispensado aos homens”, destaca a integrante do SOCESP Mulher, Salete Nacif.

Mais informações: https://socesp.org.br/publico/coracao-feminino/news/coracao-feminino/