Programa de Boas Práticas Clínicas em Cardiologia foi lançado em São Paulo com participação da AHA
Programa de Boas Práticas Clínicas em Cardiologia foi lançado em São Paulo com participação da AHA

13/10/2015, 16:22 • Atualizado em 21/12/2023, 17:30

Com a presença dos investigadores das seis Universidades que participarão do programa, foi realizado no auditório do Hospital do Coração, de São Paulo, o lançamento do programa Boas Práticas Clínicas em Cardiologia, que envolve a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a American Heart Association, o PROADI-SUS, do Ministério da Saúde, e o HCor.

O objetivo da primeira fase do programa, que vai funcionar como projeto-piloto, é avaliar e posteriormente incrementar as taxas de adesão às diretrizes assistenciais da SBC nas áreas de insuficiência cardíaca, fibrilação atrial e síndrome coronariana aguda, já que as doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte no Brasil, em torno de 350 mil óbitos anuais, explica o presidente da entidade, Angelo de Paola.

Ele acrescenta que o projeto se baseia no GWTG norte-americano, abreviatura de “Get With The Guidelines”, devidamente adaptado para as condições brasileiras e demandou um ano de trabalho, para a adaptação, a busca de financiamento e para conseguir o envolvimento do gestor público, o Ministério da Saúde. A fundamentação do trabalho é a subutilização dos recursos efetivos no atendimento aos pacientes, estimado entre 30% e 40% dos pacientes, enquanto 20% dos cuidados prestados são desnecessários e, eventualmente, até prejudiciais.

Se for possível fazer com que os hospitais que atendem a pacientes com cardiopatias sigam corretamente as orientações das Diretrizes da SBC, o número de óbitos por eventos cardíacos será sensivelmente reduzido, acreditam os médicos brasileiros e norte-americanos envolvidos no projeto, e para isso os investigadores avaliarão a situação antes e depois da implementação do programa em hospitais pré-selecionados do SUS.

Universidades participantes

Na primeira fase do projeto, agora iniciada, participam seis centros de pesquisa de grandes hospitais brasileiros, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, na reunião representada pela equipe de Denilson Albuquerque; o Hospital do Coração de Messejana, de Fortaleza, tendo à frente da equipe João David; o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com Luis Rohde; o PROCAPE – Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco, cuja equipe no projeto fica subordinada a Sérgio Montenegro; a Universidade Federal de Minas Gerais, pela qual responde no projeto Antonio Pinho; e a Escola Paulista de Medicina, representada pelo presidente da SBC e professor da Unifesp, Angelo de Paola.

O projeto vai enfocar a adesão às diretrizes assistenciais em três áreas, Insuficiência Cardíaca, Fibrilação Atrial e Síndrome Coronariana Aguda e a expectativa é que melhore a taxa de adesão dos hospitais às Diretrizes da SBC em pelo menos 10%, e Angelo de Paola lembra que o sucesso do projeto ora iniciado permitirá sua ampliação para outros Estados e áreas do país, com o que os benefícios esperados poderão atingir a uma população muito maior que a agora envolvida.

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia