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Presidente da SBC participa de debate sobre saúde no pós-pandemia

Marcelo Queiroga foi um dos convidados do CBEXs em conferência que contou com a moderação do presidente do Departamento de Insuficiência Cardíaca e coordenador da Universidade do Coração da SBC, Evandro Tinoco Mesquita


O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga, foi um dos convidados do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs) para refletir e debater sobre o que muda no pós-Covid. Junto a ele, estiveram o Co-Chairman do Conselho de Administração do Grupo Dasa, Romeu Domingues, e o diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (InCor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Kalil.


A conferência online ocorreu no último dia 5 de agosto, abordando as relações entre empresa médica e mercado, corporação médica e paciente, bem como mundo científico e vacina. A moderação foi do presidente do Conselho de Administração do CBEXs, Francisco Balestrin com o presidente do Departamento de Insuficiência Cardíaca e coordenador da Universidade do Coração da SBC, Evandro Tinoco Mesquita, que também é presidente do chapter CBEXs Rio de Janeiro.


Segundo Mesquita, o país não gerenciou a epidemia de síndrome cardiometabólica que se estava vivendo. Existem 80 milhões de pessoas abaixo de 60 anos, que foram empurradas para o grupo de risco da Covid-19 pela obesidade, hipertensão e diabetes. De acordo com ele, o “passaporte da imunidade” para a infecção do novo coronavírus é não ter qualquer fator de risco cardiovascular.


“Precisamos entender como entregar o passaporte da imunidade e como os cardiologistas, médicos da família, endocrinologistas, clínicos gerais, setores público e privado não entregarão isso para o paciente. O modelo que temos hoje não entregou saúde, seja nos EUA, seja no Brasil. Temos que pensar em como entregar esse passaporte para a próxima pandemia e obviamente fazer as pessoas chegarem aos 60 anos com zero de fator de risco”, disse Mesquita, indicando que o caminho perpassa por ações de serviço social, cuidados primários, telemedicina e exames diagnósticos, que devem ser integrados para propiciar saúde às pessoas.


Queiroga, disse que a principal lição acerca do pós-pandemia é a necessidade de fortalecer o sistema de saúde, sobretudo o público, afinal é ele que socorre em um momento de fragilidade como o atual. De acordo com o presidente da SBC, a Constituição Brasileira deixa claro e evidente que a saúde é direito de todos, assim como é dever do Estado garanti-la por meio de políticas sociais e econômicas.


“Temos que pugnar pela sustentabilidade desse sistema e pela consecução de políticas públicas capazes de mudar os indicadores, inclusive das doenças cardiovasculares. No Brasil, são 14 milhões de indivíduos com doenças do coração, sendo mais de 380 mil óbitos todos os anos. Acresce a esse cenário o problema da pandemia, que já vitima mais gente que infarto do miocárdio. Cabe-nos o desafio de propor soluções. Os problemas já sabemos, e as soluções passam por melhorias da eficiência do sistema, principalmente do público. Não temos um tratamento eficaz, pelo menos cientificamente comprovado, contra o vírus, mas aqueles doentes mais graves precisam de terapia intensiva de qualidade”, afirmou Queiroga.


Para ele, a eficiência do sistema de saúde está relacionada ao fortalecimento da atenção primária, assim como a uma mudança do modelo de remuneração dos procedimentos médicos da assistência à saúde do país. Isso significa dar cada vez mais espaço à remuneração baseada em valor, cujo pagamento ao profissional não se dá pelo volume de trabalho, e sim pela qualidade do que é oferecido aos pacientes.


Na ocasião, Queiroga também falou sobre a Estatística Cardiovascular Brasil: 2020, uma plataforma on-line com milhares de dados sobre as doenças cardiovasculares e o impacto delas no país. A base agrupa informações, números e pesquisas sobre o tema entre os anos de 1990 e 2017 e reúne pesquisadores do Acre ao Rio Grande do Sul, mostrando a importância da integralidade da SBC e desse tipo de iniciativa.


O objetivo do projeto é criar e revisar anualmente os dados de estatística e epidemiologia das doenças cardiovasculares no Brasil. Voltado a cardiologistas, profissionais de saúde, cientistas, epidemiologistas, tomadores de decisão em saúde e para mídia, a Estatística é relevante para a sociedade, para os indivíduos, para que as pessoas tenham ideia do que mata em diferentes regiões do país.


Outros temas


O Co-Chairman do Conselho de Administração do Grupo Dasa, Romeu Domingues, destacou que a pandemia de Covid-19 deixará dois legados importantes. O primeiro tem a ver com o fato de o novo coronavírus ser muito cruel com quem tem comorbidades, como diabetes, hipertensão, obesidade; portanto, ele serve como um estímulo para que as pessoas cuidem mais da saúde, principalmente para não desenvolverem doenças crônicas. Já um ponto negativo, tem a ver com o medo que as pessoas ficaram de procurar por atendimento médico nesse período e, consequentemente, deixaram de realizar exames, consultas e cirurgias. No pós-pandemia, elas certamente chegarão às instituições em estágio mais avançado de suas doenças à procura de tratamento.


O médico imunologista Jorge Kalil, que coordena pesquisa para uma vacina nacional contra a Covid-19, disse nunca se viu nada semelhante na história no quesito alta produção da ciência mundial em tão pouco tempo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já lista mais de 140 pesquisas em andamento para descobrir a prevenção da infecção pelo novo coronavírus.

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