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Presidente da SBC fala sobre a incorporação de novas tecnologias no setor no Programa Saúde Brasil

Na entrevista, Marcelo Queiroga destacou que as inovações são fundamentais para a eficiência das políticas públicos na saúde



O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga participou, no dia 7 de janeiro, do Programa Saúde Brasil, da TV Saúde Brasil, que abordou a importância da incorporação de novas tecnologias na saúde. “Inovação é fundamental não só para a saúde, mas para a vida de todos. Mas é necessário que tenhamos um sistema de avaliação dessas tecnologias que saiba diferenciar o que é uma inovação de uma novidade”, ressaltou.


Nos últimos anos, várias tecnologias trouxeram melhorias a muitos procedimentos na área da saúde e, na visão de Queiroga, são essas inovações que garantem a mudança na história natural das doenças e promovem melhorias nas condições de vida de todo a população. “O desenvolvimento de novas tecnologias é imprescindível para o enfrentamento dos problemas de saúde, mas não pode se converter em um desses problemas”, observou Queiroga.


Ele destacou que as sociedades médicas desempenham papel importante na análise da incorporação de novas tecnologia, podendo difundir conhecimento baseado em evidências científicas, propor a inclusão de inovação, participar auxiliando o poder público com dados e subsídios para que se tenha uma avalição mais qualificada da tecnologia, ou nas consultas públicas, mostrando o que não está condizente com as evidências científicas, e até junto ao paciente, para esclarecer as implicações da doença, as melhores formas de tratamento, tudo isso por meio das diretrizes terapêuticas, que possuem recomendações sobre diversos tema de cada especialidade. “As sociedades científicas devem participar da construção dos protocolos clínicos com o Ministério da Saúde e auxiliar a autoridade pública na efetiva implantação desses protocolos”, afirmou.


O tempo de inclusão de novas tecnologias, que é de dois anos na saúde suplementar, é considerado grande pelos especialistas e pacientes que precisam dessas inovações, muitas vezes para ter mais qualidade de vida, e ainda pode sofrer interferências políticas.


Para o presidente da SBC, a política é um bem desde que seja feita “uma política de saúde e não uma política na saúde”. Queiroga disse na entrevista que é preciso que as políticas públicas cheguem na ponta, para quem precisa, que sejam baseadas em ciência de qualidade, com ensaios clínicos randomizados, com dados nacionais, pois, muitas vezes, as informações que se têm são de outros países e não refletem a realidade brasileira.


Dados sobre a efetividade das inovações após a incorporação também são imprescindíveis, mas aqui pode estar outro problema enfrentado pelo setor no país. “Essas informações são fundamentais, mas, no Brasil, não são acessíveis ou não são processados da maneira adequada. É preciso um aprimoramento da informatização do sistema de saúde brasileiro e a consolidação de um prontuário eletrônico amigável. O avançar da tecnologia caminha para ter dados que serão muito úteis para acompanhar como as políticas públicas estão funcionando e a eficiência das inovações implementadas”, finalizou.


A íntegra entrevista está disponível no YouTube, clique aqui e confira.

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