Possíveis efeitos adversos das vacinas de mRNA é tema de webinar neste sábado, 31 de julho

Evento online e gratuito, às 10h, abordará o panorama das vacinas de mRNA no mundo e a relação delas com miocardites, entre outros


A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) realiza neste sábado, 31 de julho, às 10h, o webinar “Possíveis efeitos adversos das vacinas de mRNA – Foco em miocardites”. No fim de junho, o Centro para Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) divulgou o recebimento de centenas de relatos de miocardites e pericardites após a vacinação. O evento online é gratuito e as inscrições podem ser realizadas AQUI.


O webinar inicia com a palestra “Panorama das vacinas de mRNA no mundo”, do diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri. Para falar sobre a relação vacinas de mRNA e miocardites, foi convidada a gerente de Farmacovigilância, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Helaine Carneiro Capucho.


O chefe do Centro de Insuficiência Cardíaca do Hospital Pró Cardíaco e fellow da Sociedade Europeia de Insuficiência Cardíaca, Marcelo Westerlund Montera, irá falar sobre como suspeitar e diagnosticar miocardite pós vacina. E, sobre manejo terapêutico das miocardites relacionadas às vacinas, haverá palestra do professor associado de Cardiologia Faculdade de Medicina da USP - Ribeirão Preto e coordenador da Clínica de Insuficiência Cardíaca do HC-FMRP-USP, Marcus Simões.


A moderação será da professora titular do Departamento de Medicina Interna/UFRGS, professora orientadora do Programa de Pós-Graduação em Cardiologia/UFRGS e coordenadora do Programa de Transplante Cardíaco do HCPA, Nadine Clausell.


“A SBC está se propondo discutir os dados americanos, que reportaram 850 casos de miocardites após doses de imunizantes de mRNA, especialmente em pacientes mais jovens. Esse número nos leva a uma margem de 4 a 5 casos por cada 1 milhão de vacinados, é uma condição rara”, fala o diretor científico da SBC, Fernando Bacal.


As miocardites descritas até o momento, na maioria das vezes, têm uma característica de resolução rápida e de forma espontânea. Muitos dos pacientes não têm sintomas, ou podem ter uma dor torácica, palpitação, falta de ar. Mas a tendência é que seja autolimitada. Após as vacinas, essas miocardites têm se resolvido ou espontaneamente ou com pouco cuidado, em poucas semanas.


“Tem alguns sinais com os quais se pode desconfiar, como dor no peito, palpitação, sensação de cansaço pós-vacina, para eventualmente procurar uma avaliação clínica ou cardiológica. A boa notícia é que costuma ser algo limitado e com evolução boa. Nada é mais importante do que vacinar, porque a Covid-19 é mais grave do que qualquer efeito adverso dos riscos inerentes a essas vacinas. Existe a miocardite da Covid que é muito mais prevalente do que as alterações de miocardite relatadas após tomar esses imunizantes”, ressalta Bacal.


"Na Covid-19, é conhecido que pode causar miocardites, e quadros mais graves. Pessoas já morreram por complicações cardiológicas da doença. O que temos observado, na literatura, é esse aspecto de que a miocardite foi perfeitamente recuperável, no caso da vacina", reforça o presidente da SBC, Celso Amodeo.


Para Bacal, neste cenário, a mensagem da SBC é o apoio para que se consiga vacinar toda a população brasileira o mais rápido possível, independentemente da vacina. Deve-se existir, obviamente, atenção a potenciais efeitos adversos, que são muito pequenos, e alerta para alguns sintomas, sabendo que, as miocardites pós-vacina de Covid-19 costumam ser benignas, baseadas em dados já apresentados nos EUA.


Participe do webinar “Possíveis efeitos adversos das vacinas de mRNA – Foco em miocardites”. Neste sábado, 31 de julho, às 10h. Inscrições gratuitas AQUI.



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