Perfil epidemiológico de pacientes com endocardite infecciosa

Artigo presente na IJCS de julho/agosto considerou pacientes internados em três centros terciários no Brasil, entre 2003 e 2017


A endocardite infecciosa é uma doença com alta morbimortalidade e incidência crescente. Com melhor diagnóstico e tratamento, uma série de mudanças epidemiológicas foram relatadas ao longo do tempo. Tendo isso em vista, o artigo que estará na edição de julho/agosto da revista International Journal of Cardiovascular Sciences (IJCS), disponível a partir do dia 7/7, buscou descrever o perfil epidemiológico, preditores de mortalidade e análise de uma possível transição microbiológica em pacientes internados em três centros terciários no Brasil, entre 2003 e 2017.


A idade mediana da amostra foi de 48 anos, 70,6% eram homens, e o patógeno mais prevalente foi Staphylococcus spp. (19%). A mortalidade foi de 22,3%, sendo o aumento da idade o principal fator de risco para óbito. Quanto à localização da doença, as valvas nativas foram o local mais acometido, sendo a valva aórtica mais afetada em homens do que mulheres. O número médio de casos de Staphylococcus spp. e Streptococcus spp. manteve-se estável ao longo dos anos.


O estudo concluiu que nenhuma tendência de redução ou aumento da mortalidade foi evidente entre 2003 e 2017. Embora Staphylococcus spp. tenha sido o patógeno mais prevalente, a transição epidemiológica esperada não pôde ser observada.


Leia o artigo na íntegra na revista IJCS, edição de julho/agosto de 2022. Acesse: https://ijcscardiol.org/article/epidemiological-profile-of-patients-with-infective-endocarditis-at-three-tertiary-centers-in-brazil-from-2003-to-2017/


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