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O Cardiointensivismo em foco


SBC vai ampliar ações para qualificação dos cardiologistas que atuam em unidades de terapia intensiva cardiológica

Na segunda metade do século XX, introduzidas por Desmond Julian, na Grã-Bretanha, surgiram as unidades de cuidados coronarianos. Responsáveis por um dos maiores avanços isolados no tratamento do infarto, reduziram a mortalidade de 30% para 15% nas primeiras horas de evolução, contribuindo para uma melhor apreciação no diagnóstico e manejo das arritmias, para advento da monitorização cardíaca contínua, para o desenvolvimento das manobras de ressuscitação cardiopulmonar e dos desfibriladores externos e para o melhor treinamento de médicos e enfermeiros. Esses avanços evoluíram ainda mais com a monitorização hemodinâmica por meio do cateter de Swan-Ganz e com a utilização do balão de contrapulsação aórtica, auxiliando no manejo agressivo da insuficiência cardíaca e do choque cardiogênico.

Em virtude da transição demográfica e outros fatores, uma verdadeira epidemia de doenças cardiovasculares espreitam o cenário de cardiologia. O progresso da medicina de forma ampla, notadamente, das inovações e a ampliação das indicações terapêuticas de procedimentos consolidados impõem desafios crescentes aos cuidados intensivos dispensados aos pacientes acometidos de doenças cardiovasculares. Como exemplo, ressalte-se, a importância do emprego crescente dos dispositivos de suporte circulatório mecânico no tratamento do choque cardiogênico, que inclui desde a contrapulsação aórtica até técnicas de circulação assistida com oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), uma nova perspectiva assistencial. Para a coordenadora de Normatização e Diretrizes da SBC e futura Diretora de Ciência, Tecnologia e Inovações (gestão 2020/21), Ludhmila Hajjar, faltam vagas, médicos, recursos e medicamentos nas Unidades de Terapia Intensiva no Brasil. “O cenário dramático das unidades de terapia intensiva no país faz com que os profissionais muitas vezes tenham de escolher a quem ceder o leito”, relata. “A UTI do século XXI deve contar com equipamentos modernos de monitorização, ferramentas terapêuticas atualizadas e materiais e medicamentos de ponta com eficácia comprovada, além de ter os processos bem estruturados para garantir segurança aos pacientes, bem como estrutura física destinada a auxiliar na recuperação do paciente”, destaca Ludhmila Hajjar.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia, em consonância com sua missão de difundir o conhecimento, a ética e a inovação, acompanha de perto toda a evolução dos cuidados intensivos em cardiologia, contribuindo para a formação abrangente do cardiologista. A diretoria da SBC tem priorizado o Cardiointensivismo (vídeo) e ações empreendidas junto à Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) que culminaram com a aprovação, em novembro passado, da matriz de competência, nesse importante ramo da cardiologia, como opção de ano adicional ao Programa de Residência Médica em Cardiologia.

Dados do Conselho Federal de Medicina (Demografia Médica 2018) apontam que 1.391 cardiologistas também são especialistas em Medicina Intensiva, sendo, exceto a Clínica Médica, a especialidade mais escolhida entre cardiologistas que atuam no Brasil. Há, portanto, uma nítida interação entre as especialidades. Para o presidente eleito da SBC, Marcelo Queiroga, “é fundamental o diálogo entre SBC e Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) para qualificar adequadamente os especialistas que lidam em terapia intensiva cardiológica no Brasil”.

O tema tem sido alvo das atenções da Câmara Técnica de Cardiologia do Conselho Federal de Medicina e a SBC (foto), que é representada na Câmara Técnica por Marcelo Queiroga, acompanha de perto as discussões para construção de uma ambiência regulatória do interesse da Cardiologia brasileira.

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