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Mural e livro fotográfico da SBC homenageiam um século da cardiologia no Brasil

Atualizado: Nov 21

Pintura de 12 m² e publicação fazem parte do projeto “Memória da Cardiologia Brasileira” e serão apresentadas no próximo dia 20, na sede da entidade no RJ



A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) inaugura no próximo dia 20 de novembro, no espaço Carlos Chagas, em sua sede no Rio de Janeiro, um mural que retrata mais de um século da prática e do desenvolvimento da cardiologia no Brasil. A pintura “No Coração dos Trópicos” é um conjunto de três painéis de acrílico sobre tela justapostos, de 6,3 m de largura por 1,8 m de altura, do artista plástico paraibano Flávio Tavares de Melo, que conta o esforço de homens e mulheres que fundaram e construíram uma das mais respeitadas cardiologias do mundo.


“A SBC tem entre seus propósitos preservar a memória da cardiologia brasileira para conhecimento e difusão dos valores consolidados, no intuito de promover a saúde cardiovascular e o fortalecimento da especialidade no Brasil. Essa obra faz um tributo a uma geração de ouro, que propiciou um dos orgulhos da medicina nacional, e imortaliza a cardiologia como ciência em uma sinfonia de cores, que ganha vida com a inspiração e o estilo ímpar desse mestre da pintura”, destaca o presidente da entidade, Marcelo Queiroga.


Após um apurado trabalho de pesquisa e de diversos ajustes para harmonizar a história da especialidade no país dentro de uma perspectiva artística, por meio de personagens reais e imaginários, o mural retrata a cardiologia brasileira, com suas influências no exterior e diálogos com ícones da medicina do fim do século XIX até os dias atuais, destacando-se Carlos Chagas, Oswaldo Cruz, Miguel Couto, Dante Pazzanese, Luiz Décourt, Magalhães Gomes, Adib Jatene, Euryclides Zerbini e outros tantos, que muito contribuíram para a evolução da medicina no Brasil, pintados num cenário tropical.


Para tanto, Flavio Tavares criou um conjunto de ambientes que se alternam entre a paisagem amazônica, o pavilhão mourisco da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), rios, o sertão, casas de taipa, que recebiam visitas de médicos e pesquisadores em busca de pacientes e de material para a cura a partir das mais diversas terapias, e o edifício do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).


A aquarela traz desde a mudança do perfil nosológico do brasileiro até a alteração no padrão assistencial, em um universo de cores que retrata o humanismo que deve sempre nortear o exercício da medicina, a pesquisa e a evolução dos tratamentos.


“Esta obra apresenta uma visão social da cardiologia com uma abrangência sem paralelo, o que faz desta pintura uma lição de saúde pública que merecerá, em futuro breve, uma reflexão mais profunda. É um mural que vai marcar época, encantar quem o conheça, e que conte para todos com quantos corações se faz uma grande nação”, ressalta Queiroga.


“No Coração dos Trópicos” integra o projeto “Memória da Cardiologia Brasileira”, que teve início em agosto passado, com a inauguração do painel que mostra a cronologia dos marcos científicos da especialidade no país, na sede carioca da SBC, quando foi celebrado o Dia do Cardiologista e os 77 anos da entidade.

Também faz parte desse projeto o livro “No Coração dos Trópicos”, com o registro fotográfico detalhado do mural de mesmo nome.


A publicação também será lançada no próximo dia 20 – data da abertura oficial do 75º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que, devido à pandemia do novo coronavírus, será em formato digital e interativo –, e é composta por 16 capítulos que descrevem sinteticamente de maneira didática detalhes do conjunto de painéis, contextualizando a alegoria da arte com a realidade do exercício da cardiologia ao longo dos anos. O objetivo principal é explorar o universo mágico do pintor em registros fotográficos, para evidenciar todo o espectro das imagens do mural.


“A medicina ascendeu à condição de ciência, sem deixar de ser arte das mais apuradas, sobretudo por ser voltada aos homens. É fundamental preservar o humanismo que norteou a ação dos médicos por séculos. Nesse sentido, a SBC, por ocasião do 75º Congresso Brasileiro de Cardiologia, vai homenagear os cardiologistas com este livro, que retrata mais de um século da especialidade que cresceu e apareceu em importância e resultados”, afirma o presidente da entidade.


O livro é ainda um tributo aos cardiologistas que partiram, aos que continuam na batalha no difícil cotidiano da lide na saúde, aos que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus e no atendimento aos pacientes com Covid-19. “O século XXI nos trouxe grandes desafios. A melhor forma de enfrentá-los é revisitar o exemplo dos nossos pioneiros, que nos deixaram um legado de ciência e humanismo. Em uma época tão difícil de emergência mundial em saúde pública, a arte de mãos dadas com a medicina é um bálsamo para a vida e para animar a nossa jornada”, conclui Queiroga.



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