Estão abertas as inscrições para temas livres no 77º CBC

Espera-se que aproximadamente 1.500 trabalhos sejam inscritos e que cerca de 950 sejam aprovados


Este ano, a apresentação dos temas livres no Congresso Brasileiro de Cardiologia (CBC), realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), será ainda mais especial. Isso porque a 77º edição do evento acontecerá juntamente com o World Congress of Cardiology (WCC), liderado pela World Heart Federation (WHF). As submissões de trabalhos podem ser feitas AQUI.


O Rio de Janeiro sediará esse encontro de 13 a 15 de outubro de 2022, reunindo profissionais do mundo todo, que terão a oportunidade de participar presencialmente ou de forma virtual. Serão mais de 600 horas de conteúdo em três dias.


“Estamos extremamente entusiasmados com a perspectiva de receber um grande número de temas livres. O fato de o evento ocorrer junto com o congresso mundial será um atrativo a mais para que tenhamos trabalhos de alta qualidade desenvolvidos não só no Brasil, como no exterior também”, comenta Wilson Nadruz, coordenador da Comissão de Temas Livres do congresso.


Segundo ele, além de aumentar a importância do CBC, o que, por si só, já é um motivo de muito orgulho, a realização do mundial no país vai aumentar a qualidade do congresso de maneira geral e, principalmente, do ponto de vista científico. “Deixo aqui um elogio para a comissão organizadora e para a presidente do congresso e também diretora do Departamento Científico da SBC, Andrea Brandão, que têm feito um trabalho brilhante.”


Espera-se que aproximadamente 1.500 trabalhos sejam inscritos nesta edição e que cerca de 950 sejam aprovados, que é a média dos anos em que o evento foi presencial. A previsão é que as submissões comecem na segunda quinzena de fevereiro. As regras de subimissão estão disponíveis no site www.sbc2022.com.br.


Novidades

Uma grande mudança neste ano é que os resumos de todas as submissões aos temas livres precisam ser, obrigatoriamente, em língua inglesa, porque serão publicados nas revistas Arquivos Brasileiros de Cardiologia e Global Heart, que tem grande fator de impacto. “Mas isso não deverá ser um impeditivo para a submissão dos trabalhos. Na realidade, acreditamos que servirá como um estímulo a mais para incrementar a qualidade dos trabalhos a serem enviados. Com relação à apresentação no evento, será facultativa a exposição em inglês ou português”, destaca Nadruz. Importante ressaltar que as salas dos temas livres terão tradução simultânea.


Esta edição do congresso será em formato híbrido. Os temas livres poderão ser apresentados de forma presencial ou virtual, e as apresentações dos pôsteres deverão ser presenciais exatamente para que seja possível retomar uma característica muito marcante dos congressos brasileiros. “Em uma edição que reúne participantes do mundo todo, nada melhor que consigamos interagir com as pessoas”, salienta Nadruz.


Sobre os pôsteres, os participantes também serão encorajados a submeter um breve resumo do trabalho na forma de vídeo, no idioma que desejar. Eles serão apresentados nos totens, em formato digital. A expectativa é que essa atividade aumente ainda mais a exposição do conteúdo. Espera-se que a maioria das exposições de pôsteres seja de brasileiros. E grande parte dos julgadores também será do Brasil.


As apresentações de temas livres e dos pôsteres ocorrerão durante todos os dias do congresso, nos intervalos das palestras e conferências. Ambas categorias concorrem a prêmios, mas a “cereja do bolo” será a apresentação dos temas livres orais.


Outra novidade para o congresso deste ano é inserção de uma nova categoria: late-breaking trials (estudos clínicos de primeira mão), que permitirá a apresentação de resultados de estudos clínicos relevantes na cardiologia mundial. Inclusive, o período de submissão será posterior ao dos outros temas livres, porque geralmente são estudos que estão prestes a ser publicados, ou seja, são muito recentes.


Eventos como os congressos da American Heart Association e do American College of Cardiology contam com essa modalidade e é a primeira vez que os congressos brasileiro e mundial contarão também. “No momento, temos no Brasil muitos estudos clínicos randomizados de altíssima qualidade e também esperamos que autores do mundo inteiro se sintam atraídos a trazer os resultados dos seus estudos para o evento”, comenta Nadruz.


Expectativas

A comissão organizadora está muito confiante na submissão de trabalhos que contemplem todas as regiões do país, quiçá todos os estados. “Temos visto uma produção científica muito expressiva, abundante, de altíssimo nível, não só dos grandes centros de pesquisa tradicionais, como também de diversos centros emergentes. Estamos muito otimistas em receber resumos de toda a parte do país”, reforça Nadruz.


Segundo ele, é uma honra e um privilégio ter o congresso mundial no Brasil, pois aumenta muito a exposição dos trabalhos, especialmente dos dados do nosso país. “Quem vai puxar boa parte dos trabalhos apresentados serão os pesquisadores nacionais. E o fato de podermos publicar os resumos em duas revistas eleva o nível do congresso e estimula a submissão de trabalhos de ainda mais qualidade”, frisa.


Sobre

O 77º Congresso Brasileiro de Cardiologia (CBC) e o World Congress of Cardiology (WCC) acontecerão de 13 a 15 de outubro, no Centro de Convenções Riocentro, no Rio de Janeiro, em formato híbrido. O WCC já ocorreu no Brasil, em 1998, também no Rio de Janeiro, quando reuniu 20 mil participantes.


Desde 1950, o WCC tem se destacado no calendário da especialidade, oferecendo uma perspectiva verdadeiramente global sobre a saúde do coração e reunindo milhares de profissionais da cardiologia de todo o planeta, com o objetivo comum de reduzir o impacto das doenças cardiovasculares no mundo.


Já o Congresso Brasileiro de Cardiologia vem se firmando como o maior congresso da especialidade na América Latina e o quarto maior do mundo. Com o WCC, a SBC espera uma edição com recorde de público.


Mais informações: www.sbc2022.com.br

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