Pós-graduação EAD em Cardio-oncologia tem inscrições prorrogadas e aula inaugural aberta no sábado

Não é novidade que a Cardio-oncologia é uma das subespecialidades da Cardiologia que mais vem obtendo relevância científica nos últimos anos.


Com o interesse crescente no tema por parte dos profissionais brasileiros, a Universidade do Coração estruturou, em parceria com o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), uma pós-graduação EAD especializada no tema que acaba de ter sua primeira turma concluída.


Mais de 140 alunos participaram desta primeira edição. O sucesso de público fez com que uma nova turma fosse lançada, proporcionando, assim, uma nova oportunidade para quem deseja se especializar e buscar uma abordagem de carreira muito promissora na Cardiologia.


As inscrições para a nova turma foram prorrogadas e a aula inaugural, que acontecerá, sábado (05/11), das 8h às 9h30, de forma virtual, será aberta e gratuita! Uma oportunidade única de conhecer a metodologia do curso e saber um pouco mais sobre a subespecialidade que tem demandado cada vez mais profissionais especializados no mercado.


E, para ajudar você a decidir a se inscrever neste curso imperdível, além da aula inaugural, o Jornal da SBC conversou com o coordenador desta pós-graduação, o Prof. Dr. Wolney Andrade Martins.


Confira:

1) A conclusão da primeira turma da pós-graduação em Cardio-oncologia foi um grande sucesso, com mais de 140 alunos. O que o senhor atribui este grande interesse no curso?

Na última década houve crescimento significativo da área de atuação em cardio-oncologia. O aumento da incidência de casos de câncer, maior sobrevida dos pacientes, e reconhecimento das lesões cardiovasculares têm levado à procura por capacitação na área. A área ganhou grande complexidade.


A Sociedade Europeia de Cardiologia publicou recentemente uma diretriz com 133 páginas sobre o tema. A importância epidemiológica e clínica do câncer somado a complexidade do conhecimento culminam na busca pela subespecialidade.

2) Nos últimos anos a Cardio-oncologia vem ganhando muita relevância nos Congressos ao redor do mundo. Do ponto de vista científico, o que se justifica este fenômeno e quando se percebeu que os pacientes oncológicos mereciam um olhar diferenciado sob o ponto de vista das DCV?


Nos últimos 10 anos a cardio-oncologia saiu de discussões restritas de pequenos grupos para os congressos de cardiologia. Inicialmente o foco era exclusivamente as lesões da quimioterapia para o tratamento do câncer de mama. Houve um aumento expressivo de pesquisas e publicações que geraram maior complexidade. O aumento exponencial de novas terapias para o câncer também contribuiu para desviar o foco ao problema.


Hoje cardio-oncologia engloba a cardiotoxicidade pela quimioterapia clássica, as lesões da radioterapia, imunoterapia, novas terapias como CAR-T cells e situações clínicas mais diversas como o perioperatório, as síndromes coronarianas, a reabilitação, o seguimento de sobreviventes em longo prazo. O espectro da cardio-oncologia cresceu em muito!


3) Na sua visão, quais são os destaques na grade curricular do curso que certamente irão diferenciar e tornar estes profissionais diferenciados?

A abrangência e a profundidade são o ponto forte do curso. Nos congressos temos sessões curtas, em média de 60 a 90 minutos, onde se aborda de modo resumido, alguns aspectos da cardio-oncologia. O curso tem 36 módulos, mais de 100 aulas, vídeos, webinars, ou seja, aborda das bases necessárias ao conhecimento como farmacologia, as situações clínicas e temas emergentes como cardiotoxicidade por CAR-T cells e inibidores de imunocheckpoint.


4) Como vocês estruturam o corpo docente do curso. Poderia falar de forma geral sobre os profissionais?


Foi um desafio! Convidamos colegas de todo o Brasil que atuam e estudam cardio-oncologia. A SBC congrega os maiores especialistas em cardiologia no Brasil e isso nos ajudou. Os departamentos da SBC, especialmente o DEIC e o DCC, promoveram na última década eventos e grupos de estudo na área. O INCa e o INC tiveram papel na indicação de docentes. Como se trata de área nova, em verdade, todos somos docentes e alunos.


5) São inegáveis os avanços nos tratamentos oncológicos e o aumento da sobrevida dos pacientes ao longo das últimas décadas. Esta população precisa de um atendimento cardiológico especializado? É difícil ter acesso a esse tipo de atendimento hoje em dia no país?


Infelizmente, o acesso aos especialistas e aos exames complementares ainda é limitado. Por isso, precisamos estabelecer protocolos que ajudem a estratificar riscos e priorizar aqueles com maior potencial de cardiotoxicidade. O curso é promovido por instituições públicas como o INC e o INCa. Precisamos racionalizar os recursos considerando as necessidades do SUS. Por outro lado, também abordamos a tecnologia de ponta disponível em instituições internacionais.


6) Do ponto de vista de carreira e mercado de atuação, o que os futuros alunos podem esperar ao buscar esta formação? Existem boas oportunidades? Como se dá a rotina destes profissionais, no geral, trabalham tanto em consultório assim como em clínicas e hospitais?

Há uma demanda crescente por profissionais especializados. Tivemos alguns alunos cujo curso foi financiado pelas próprias instituições onde já atuam no atendimento aos pacientes com câncer. O objetivo da SBC, INC e INCa é qualificar profissionais em todo o Brasil e assim interferir na melhora da qualidade assistencial.




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