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INC - revisão rápida da literatura sobre Eficácia e Segurança da Cloroquina e da Hidroxicloroquina


A organização mundial de saúde (OMS), em 11 de março de 2020, caracterizou o surto da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) como uma pandemia. A COVID-19 trás uma série de desafios à comunidade científica internacional e a produção de informação qualificada é fundamental para orientação da melhor prática clínica.

Ainda não há um tratamento com eficácia comprovada para o tratamento da doença por coronavírus 2019 (COVID-19), a epidemia recente causada pela SARS-CoV-2. Há evidências do efeito inibitório dos antimaláricos cloroquina e hidroxicloroquina sobre a replicação do SARS-Cov-2 in vitro, mas o seu resultado in vivo é incerto. O objetivo da revisão rápida é analisar o efeito da cloroquina e da hidroxicloroquina sobre a internação hospitalar, internação em unidade de terapia intensiva e mortalidade de pacientes com a COVID-19 estudados em ensaios clínicos randomizados. Foram pesquisadas as bases de dados MEDLINE, Embase e LILACS, além de repositórios de manuscritos médicos. Foram incluídos na revisão três ensaios: um estudo piloto publicado e dois manuscritos em fase pré-publicação que ainda não foram submetidos a revisão por pares. Um dos ensaios usou comparador ativo (uma combinação de lopinavir/ritonavir).

Os estudos têm tamanho amostral pequeno (114 pacientes no total), com qualidade metodológica modesta e desfechos diferentes. Em um ensaio de 30 pacientes, os do grupo hidroxicloroquina tiveram um tempo mediano até a negativação da reação em cadeia da polimerase (PCR) de 4 dias e os do grupo controle de 2 dias. Em um ensaio de 62 pacientes os pacientes que receberam hidroxicloroquina apresentaram um tempo menor até a remissão da febre (2,2 dias contra 3,2 dias no grupo controle) e houve uma maior proporção de melhora tomográfica no 6◦ dia do estudo (80,6% vs. 54,8%). No relato preliminar de 22 pacientes de outro ensaio, 100% dos que receberam cloroquina tiveram alta hospitalar até o 14◦ dia de internação, contra 50% dos que receberam lopinavir/ritonavir. Os pacientes do grupo hidroxicloroquina também tiveram melhores resultados quanto à negativação da PCR, melhora tomográfica e melhora dos sintomas.

Nenhum dos estudos descreveu eventos adversos graves atribuídos à cloroquina ou hidroxicloroquina, embora em um dos pacientes os efeitos colaterais foram suficientemente intensos para a suspensão da medicação. Julgamos que em virtude do pequeno número de pacientes e dos problemas metodológicos dos estudos, ainda não há evidência suficiente para estimar a eficácia e segurança da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19. Como há vários ensaios em andamento, os pesquisadores do Instituto Nacional de Cardiologia atualizarão semanalmente os dados sobre o tema, servindo de base para à prática clínica fundamentada.

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