Impacto do poluente do ar na variabilidade da frequência cardíaca em jovens adultos

Artigo integra edição de julho/agosto da IJCS


A poluição do ar e o sexo afetam independentemente o controle autonômico cardíaco, que pode ser medido diretamente no coração, conforme mostrou estudo. A hipótese dessa pesquisa que integra a edição de julho/agosto da revista International Journal of Cardiovascular Sciences (IJCS), disponível a partir do dia 7/7, é que os indivíduos expostos a baixas concentrações de poluição têm maior modulação autonômica cardíaca em comparação com os expostos a altas concentrações e que as mulheres têm melhor controle autonômico cardíaco do que os homens.


O estudo buscou analisar o impacto da exposição a poluentes atmosféricos, especificamente fumaça, e sexo na variabilidade da taxa em jovens expostos a diferentes concentrações de poluição durante um período médio de 22 anos. De abril a setembro de 2011, foram selecionados 36 participantes de ambos os sexos, entre 20 e 30 anos, agrupados por níveis de exposição à poluição do ar, segundo índices fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.


Foram encontradas diferenças significativas na média R-Ri e na modulação parassimpática cardíaca entre sexos na mesma cidade e entre grupos expostos a diferentes concentrações de poluição do ar.


Os autores sugerem que a exposição prolongada a poluentes atmosféricos, especificamente fumaça, tem um efeito desfavorável no impacto na variabilidade da taxa, com redução da modulação autonômica vagal cardíaca em adultos jovens saudáveis, especialmente mulheres.


Leia o artigo na íntegra na revista IJCS, edição de julho/agosto de 2022. Acesse: https://ijcscardiol.org/article/impact-of-air-pollutant-on-heart-rate-variability-in-healthy-young-adults/


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