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Exposição no Museu do Amanhã traz reflexões sobre os impactos da pandemia do coronavírus


A convite do diretor-executivo do espaço, Ricardo Piquet, o presidente da SBC, Marcelo Queiroga, e o coordenador do Treinamento de Emergências Cardiovasculares da entidade, Sergio Timerman, conheceram a mostra, que fica em cartaz até dia 30 de maio



O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Marcelo Queiroga, e o coordenador do Treinamento de Emergências Cardiovasculares da entidade, Sergio Timerman, estiveram, no último dia 5 de março, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, para conhecer, em primeira mão, a Exposição Coronaceno - Reflexões em Tempos de Pandemia, em cartaz até o dia 30 de maio.


A mostra foi concebida para incentivar a reflexão sobre os impactos da Covid-19 no mundo e as perspectivas de mudanças no estilo de vida social.


Assinada por Luiz Alberto Oliveira, físico e curador do museu, e Leonardo Menezes, gerente de conteúdo e de exposições da instituição, a mostra é dividia em seis núcleos: “Essenciais”, “Do vírus à pandemia”, “Sociedades transformadas”, “Memorial aos que partiram”, “A cultura é o caminho” e “A ciência é protagonista”. Realizada em parceria com a Globo e a GloboNews e a Fiocruz, a exposição já destaca no título o coronavírus como um marco na história humana.


Ao entrar na primeira sala da exposição, o visitante é convidado a refletir sobre o tema proposto: como a influência humana e a globalização foram fundamentais para a expansão do vírus por todos os continentes. Conteúdos contextualizam a mostra e explicam o motivo pelo qual o Museu trouxe o tema para debate.


“Esta foi uma oportunidade extraordinária para conhecer essa exposição, que traz todo o impacto da pandemia do coronavírus sobre a sociedade. O diretor-executivo do Museu, Ricardo Piquet, nos deu a honra de conhecer de maneira exclusiva e, por isso, agradeço em nome dos cardiologistas brasileiros. Coronaceno nos convida a mergulhar na tragédia da pandemia percebendo o avanço da ciência, conciliando o respeito obsequioso pelos que partiram com a esperança na capacidade de superação dos homens”, disse Queiroga.


Piquet demonstrou satisfação em receber a Sociedade liderança da cardiologia no Brasil. Segundo ele, a mostra é uma modesta contribuição para juntar experiência e ciência, com apoio da Fiocruz, e comunicação, com a colaboração do Grupo Globo. Informação científica é o que precisa ser levado ao cidadão comum, para que compreenda a origem desse processo e suas consequências.


“A pandemia já fez mais de 260 mil vítimas no Brasil e estamos mostrando a perspectiva de uma mudança na maneira de olhar a vida através da ciência para podermos impulsionar e até enfrentar novos desafios e episódios como esse. Com segurança, com todos os protocolos atendidos, oferecemos esse espaço como um suspiro dentro desse momento difícil que estamos atravessando”, destacou Piquet.


O diretor-executivo do Museu do Amanhã reforçou que abordar um tema tão sensível enquanto o país ainda atravessa a crise sanitária era uma das maiores preocupações durante a concepção e preparação da mostra e que esta foi, sem dúvida, a exposição mais delicada já realizada em seis anos de existência do espaço.


“É uma experiência muito enriquecedora e didática. Por meio de imagens fantásticas e cenários instigantes se faz uma imersão nos caminhos duros da pandemia do novo coronavírus. Da tragédia da perda de centena de milhares de vidas à esperança na ciência e na capacidade do homem de superar as adversidades”, declarou o presidente da SBC.


Para Timerman, Coronaceno é uma exposição necessária, sensível e emocionante. “O Museu do Amanhã já é um grande espetáculo. A mostra traz muito da importância das medidas sanitárias e o quanto elas são fundamentais para proteger do vírus e para alertar a sociedade de como se situar no atual momento da pandemia”, enfatizou o coordenador de Treinamento de Emergências Cardiovasculares da SBC.


Conheça os núcleos da exposição


Essenciais

Esta sala é uma área dedicada aos profissionais que mantiveram suas tarefas desde o início. Médicos, enfermeiros, cientistas, farmacêuticos, garis, profissionais de higienização, entregadores e motoristas de transporte público são homenageados por meio de retratos pendurados e textos que evidenciam sua importância. São trabalhadores que deixaram para trás a segurança da casa e suas famílias para nos proteger e mitigar o número de vítimas. Imagens das cidades de Paris, Wuhan, berço do coronavírus, e Rio de Janeiro, com áreas públicas vazias, também trazem a dimensão de que o mundo inteiro foi impactado pela pandemia.


Do vírus à pandemia

Nessa sala foram espalhadas pelas paredes mãos e gotículas chapiscadas com tinta fluorescente que se revelam aos olhos dos visitantes com a presença de luzes negras. A ideia é reforçar que a principal via de contaminação é o toque, o contato. A sala conta ainda com vídeo explicativo e uma instalação central, representando artisticamente o coronavírus em grande escala, fora de seu universo microscópico.


Sociedades transformadas

Construída no formato de um polígono, pensado propositalmente para trazer uma sensação de desconforto, Sociedades transformadas, próxima área da exposição, traz o propósito de entender como a civilização mundial foi afetada pela pandemia do novo coronavírus. Em uma de suas paredes há uma maquete com vista aérea de São Paulo e rostos com máscaras projetados sobre alguns prédios, remetendo à situação de distanciamento social, enquanto em outras são projetados vídeos mostrando diferentes cenários sociais, evidenciando como a desigualdade social ampliou os efeitos da pandemia.


Memorial aos que partiram

Instigar a conscientização e ampliar o respeito às vítimas é a ideia do módulo Memorial aos que partiram, que traz uma série de ampulhetas penduradas no teto representando o tempo de vida de cada pessoa e reforçando o quão frágil é o ser humano. As paredes, por sua vez, estampam nomes daqueles que perderam a vida na luta contra a doença, além de gentílicos, etnias indígenas e nomes próprios no plural. Ao fundo, a narração do poema Os Dois Horizontes, de Machado de Assis, por Cissa Guimarães, com trilha sonora de Amazing Grace, executada pela Orquestra Sinfônica Ouro Preto, reforça a saudade e o respeito aos que infelizmente partiram.


A ciência é protagonista

Trazendo esperança para o futuro, a mostra faz um viva especial para a ciência, que assumiu protagonismo na pandemia e grande importância na intensificação das pesquisas científicas. O módulo A Ciência é Protagonista promove uma imersão do visitante ao recriar laboratórios, com equipamentos reais utilizados em pesquisas, além de itens pessoais de cientistas brasileiros. Com objetivo de reforçar o papel fundamental da ciência para a sobrevivência, a sala homenageará os pesquisadores brasileiros representados pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz – uma de nossas parceiras de conteúdo –, que mergulharam na busca pela cura e desenvolvimento da vacina contra a Covid-19.


A cultura é o caminho

Esta sala encerra o percurso da exposição. Sendo a indústria cultural um dos setores mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus, a sala evidencia as dificuldades enfrentadas e a transformação da cultura, “do tradicional ao digital”, com as grandes produções incorporadas aos ambientes digitais, não só como forma de sobrevivência, mas também como resiliência e fonte de bem-estar mental para a sociedade.


A Exposição Coronaceno - Reflexões em Tempos de Pandemia fica em cartaz até o dia 30 de maio. O Museu do Amanhã adotou medidas de segurança para os visitantes por causa da pandemia.

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