Estudo acompanha resultados de um projeto que oferece teleconsulta cardiológica no Norte do país
Estudo acompanha resultados de um projeto que oferece teleconsulta cardiológica no Norte do país

11/05/2023, 10:59 • Atualizado em 21/12/2023, 17:30

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Mais de 600 pacientes foram atendidos pelo TeleAMES entre fevereiro de 2020 e outubro de 2021.

O Proadi-SUS é um programa de apoio ao desenvolvimento institucional do SUS. A partir de uma aliança entre hospitais de referência e o Ministério da Saúde, o projeto foi criado em 2009 e tem como objetivo aprimorar o SUS através de uma série de ações, entre elas a assistência especializada.

Um dos programas do Proadi é o TeleAMES, Assistência Médica Especializada na Região Norte do Brasil por meio de Telemedicina, que teve início em 2019. Ele é responsável pelo oferecimento de seis especialidades via telemedicina. Entre elas, a cardiologia.

O estudo Características Clínicas e Manejo de Pacientes Avaliados por Teleconsulta Cardiológica na Região Brasileira com Maior Número de Cidades Isoladas, publicado na última edição da ABC Cardiol, analisou a teleconsulta cardiológica oferecida pelo TeleAMES na região do Norte do país entre fevereiro de 2020 e outubro de 2021.

“Neste caso optamos por estudar cardiologia, já que, segundo a Diretriz Brasileira de Estatística Cardiovascular, publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2021, a principal causa de morte nessa região são as doenças cardiovasculares”, diz Tarso Augusto Duenhas Accorsi, cardiologista e autor principal do estudo.

O estudo teve como objetivo entender o motivo do referenciamento, perfil dos pacientes e condutas tomadas na teleconsulta. Os participantes do estudo foram pessoas da população local que já faziam o acompanhamento com médico generalista e receberam indicação de encaminhamento para avaliação especializada com cardiologista.

"Uma série de estudos demonstram, de longa data, que a telemedicina é exequível, tende a ser bastante custo-eficaz e auxilia na melhora e controle de uma série de patologias cardíacas e não-cardíacas. No entanto, havia ainda uma carência de entender o perfil dos pacientes encaminhados para essa disponibilização e o que realmente era feito com os pacientes”, explicita o autor.

Ao todo, 653 pacientes foram analisados. O motivo mais frequente para o encaminhamento foi a apresentação de sintomas sugestivos de causa cardíaca ainda não investigados, totalizando 58% da amostra. As duas maiores porcentagens foram 13% e 12%, representadas respectivamente por pessoas com a presença de fatores de risco e pacientes com doenças diagnosticadas.

Da população total, 85,7% dos pacientes conseguiram comparecer às consultas, que eram realizadas com um profissional generalista ao lado do paciente em uma Unidade Básica de Saúde. À distância, o paciente era atendido por um cardiologista do hospital Israelita Albert Einstein.

“As teleconsultas apresentaram uma oportunidade de otimização da prescrição de medicamentos. De forma significativamente estatística, a estatina, remédio do colesterol, foi prescrita em 81% das consultas. Alguns remédios, que não tinham indicação foram descontinuados”, compartilha o autor, a respeito dos principais resultados do estudo.

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