Editorial Jornal da SBC – Edição 238 – Junho de 2021

Caros leitores,


No último dia 12 de junho, o Departamento de Cardiopatias Congênitas e Cardiologia Pediátrica (DCC/CP) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e o Departamento de Cirurgia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) promoveram um fórum para discussão de propostas para ampliação do tratamento de crianças portadoras de cardiopatias congênitas. No Brasil, a mesma data marca o dia de conscientização de casos dessa natureza.


Estima-se que nasçam aproximadamente 30 mil crianças com alguma cardiopatia congênita. O número reforça que um a cada 100 bebês é cardiopata. A doença cardíaca congênita é uma má formação no desenvolvimento da estrutura do coração que aparece nas primeiras semanas de gestação.


O acompanhamento médico no pré-natal é importante para o diagnóstico, caso existam fatores que levantem a suspeita clínica de problemas cardíaco-fetais. O ultrassom morfológico também pode apontar indícios de cardiopatia.


O Ministério da Saúde incorporou, a partir de 2014, o exame de oximetria de pulso, mais conhecido como teste do coraçãozinho, como parte da triagem neonatal em todo SUS. O exame é indicado para ser realizado em todos os recém-nascidos com mais de 34 semanas de idade gestacional. É importante que o procedimento seja feito entre 24 e 48 horas após o nascimento.


Quanto antes for feito o diagnóstico, mais será possível diminuir a repercussão dos defeitos através do tratamento clínico, planejamento de cirurgia e principalmente diminuir o impacto sobre outros órgãos que possam agregar mais morbidade para a vida da criança. Com conhecimento de uma cardiopatia já no período neonatal é possível que se planeje o nascimento do bebê em um centro de referência e logo iniciar medicações imprescindíveis para uma melhor sobrevivência.


A SBC reforça que a importância da realização do ecocardiograma fetal, durante o pré-natal, pois ele traz os benefícios de um diagnóstico precoce da cardiopatia congênita, principalmente nos casos de anomalias complexas, onde a intervenção cirúrgica no período neonatal é necessária.


Na edição 328 do Jornal SBC, você encontra matéria especial sobre o tema, fortalecendo como diagnóstico e tratamento precoces são essenciais.


Boa leitura!

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