Desconhecimento do paciente sobre o infarto agudo do miocárdio é tema de artigo

Estudo que será publicado no ABC Cardiol de julho investigou se o desconhecimento do paciente e outros fatores socioeconômicos impactam na apresentação dele à intervenção coronária percutânea primária


O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Entretanto, os avanços na terapia trombolítica e na intervenção coronária percutânea primária (ICPP) têm permitido que a grande maioria dos pacientes sobreviva. Pacientes com IAM enfrentam várias dificuldades que podem influenciar sua capacidade de manejar sua condição de forma otimizada.


Em primeiro lugar, o desconhecimento do paciente sobre a natureza da doença, suas complicações e os benefícios da revascularização precoce. Além disso, fatores socioeconômicos como educação, emprego e moradia podem afetar a saúde de uma pessoa. Da mesma forma, barreiras financeiras podem levar à não-adesão a tratamentos e recomendações médicas essenciais. A privação social impacta na incidência de doenças cardiovasculares; além disso, a sobrevida é reduzida após o IAM em pacientes provenientes de meios sociais desfavorecidos.


Os desfechos da ICPP não dependem apenas da experiência dos operadores ou da capacidade dos centros de ICP, que representam apenas uma pequena porcentagem dos desfechos da ICPP. Entretanto, há muitos fatores esquecidos que afetam os desfechos relacionados ao desconhecimento do paciente e fatores socioeconômicos que determinam a apresentação precoce ou tardia do paciente após o início dos sintomas do IAM.


Em estudo que será publicado na edição de julho dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia (ABC Cardiol), disponível a partir do dia 7, buscou-se investigar o impacto do desconhecimento do paciente sobre a natureza do IAM e os diferentes fatores socioeconômicos que podem afetar a apresentação do paciente à ICPP.


O estudo compreendeu 570 pacientes com IAM com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) revascularizados por ICPP. Os pacientes foram classificados em dois grupos de acordo com o tempo total de isquemia - grupo I: Pacientes com apresentação precoce e grupo II: Pacientes com apresentação tardia. Fatores socioeconômicos, desfechos clínicos incluindo mortalidade e eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) foram avaliados em cada grupo. Concluiu-se que o desconhecimento do paciente e o baixo nível socioeconômico foram associados à apresentação tardia para a ICPP, com desfechos mais adversos.


Leia o artigo na íntegra na revista ABC Cardiol, edição de julho/2022. Acesse: https://abccardiol.org/


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