Com apoio do COSEMS-AM, SBC amplia atuação do projeto SOS Coração Amazonas

Antes restrita à Manaus, ação solidária de atendimento cardiológico via telemedicina chegará aos 62 municípios amazonenses


Em janeiro passado, sensibilizada com o agravamento da pandemia de Covid-19, especialmente em Manaus, capital do Amazonas, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lançou a ação solidária SOS Coração Amazonas, com objetivo de apoiar na assistência médica à população daquele Estado. A partir deste mês, com o apoio do Conselho de Secretarias Municipais do Amazonas (COSEMS-AM) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), o projeto está se expandindo para cidades do interior e visa alcançar os 62 municípios amazonenses e, consequentemente, ampliar o número de atendimentos.


O SOS Coração Amazonas consiste na implementação da telecardiologia para auxiliar no atendimento prioritário aos pacientes com doenças cardiovasculares, que tiveram ou não Covid-19, durante a pandemia do novo coronavírus.

Em parceria com a Conexa Saúde, a SBC disponibiliza uma plataforma de telemedicina para somar esforços com os profissionais de saúde que se voluntariarem para atender a quem precisa. Na atual fase, as secretarias municipais de saúde, que ainda não estão cadastradas no programa, devem procurar o COSEMS-AM para receber orientações para a implementação do programa em cada cidade do interior.


À época do lançamento da ação, o presidente do CONASEMS, Wilames Freire Bezerra, disse ser importante os gestores de saúde dos municípios amazonenses se organizarem e se unirem à ação solidária da SBC para garantir assistência médica à população portadora de doenças cardiovasculares.


“Nosso objetivo é formar uma corrente de solidariedade na atenção voluntária e atender remotamente os pacientes cardiopatas, que, com a pandemia, acabaram ficando sem acompanhamento médico especializado”, afirma o diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC/Funcor, José Francisco Kerr Saraiva.


Mesmo ao longo da pandemia, os casos de infarto continuaram sendo registrados. No mundo, houve um aumento de 70% da mortalidade cardiovascular por falta de acesso ao atendimento.


Segundo Saraiva, não há nenhuma estratégia melhor e mais eficiente, falando em custo-efetividade e custo por ano de vida salva, do que a telemedicina, porque ela leva acesso, economia e indicadores robustos.

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