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Cardiologia brasileira é homenageada pela SBC com cronologia dos marcos científicos

Painel com linha do tempo ficará na sede da entidade, no Rio de Janeiro


Em homenagem ao Dia do Cardiologista e celebrando os 77 anos da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), nesta sexta-feira, dia 14, a entidade inaugura um painel com a cronologia dos marcos científicos da cardiologia brasileira, em sua sede no Rio de Janeiro.


A linha do tempo, que traz as personalidades e os grandes feitos da cardiologia no país, foi definida a partir da colaboração da diretoria atual da entidade, ex-diretores e associados ativos da SBC.


Para Marcelo Queiroga, todos os feitos retratados na cronologia dos marcos científicos da cardiologia são relevantes e precisam ser realçados para mostrar a importância da especialidade dentro do cenário nacional da saúde e da ciência.

Fazem parte da cronologia dos marcos científicos da cardiologia brasileira:


1898 – Obra pioneira sobre Moléstias do Coração e dos Grandes Vasos Arteriais, de Martins Costa e Carlos Alvarenga, seguida de Noções Fundamentais de Cardiologia, de Osvaldo de Oliveira.


1909 – Identificação da Doença de Chagas por Carlos Chagas, que realizou a identificação do agente patológico (Trypanosoma cruzi) da forma de transmissão e do quadro clínico da moléstia.


1930 – Criação do Instituto Municipal de Cardiologia e realização do primeiro curso de eletrocardiografia na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo por Dante Pazzanese.


1938 – 1º Simpósio Brasileiro sobre Insuficiência Coronariana, realizado na Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, sob a coordenação de Edgard Magalhães Gomes.


1941 – 1º Curso Anual de Cardiologia, realizado pelo Serviço de Cardiologia do Hospital Municipal de São Paulo. Coordenação: Dante Pazzanese.


1941 – Criação do Serviço de Assistência às Moléstias Cardiovasculares. Direção: Genival Soares Londres (atual IECAC – Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro).


1942 – Curso de eletrocardiografia ministrado por Frank Wilson, realizado no Hospital Municipal de São Paulo.


1943 – Fundação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 14 de agosto. Os participantes do 3º Curso do Serviço de Cardiologia do Hospital Municipal de São Paulo, liderados por Dante Pazzanese, fundaram a SBC, tendo como membros fundadores: Dante Pazzanese (presidente, SP), Alcides Ayrosa (vice-presidente, SP), José Proença Pinto de Moura (secretário-geral, SP), Osvaldo Faber (subsecretário, SP), Quintiliano H. Mesquita (tesoureiro, PB) e Leovigildo Mendonça de Barros (diretor de revista, MG).


1944 – Primeira reunião anual da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em 12 de novembro, organizada por José Proença Pinto de Moura.


1948 – Publicação do 1º volume do periódico oficial da SBC – Arquivos Brasileiros de Cardiologia, tendo como editor Jairo de Almeida Ramos, tornando-se a mais importante revista da cardiologia da América do Sul.


1948 – Maurício Rocha e Silva descobriu e isolou o princípio ativo proveniente da Bothrops jararaca.


1958 – 1ª Publicação descrevendo o mecanismo de puncionamento e condução lenta pela junção AV, realizado por Antonio Paes de Carvalho (RJ), Brian F. Hoffman (nova Iorque) e Paul F. Cranefield (Nova Iorque).


1959 – Primeira cátedra de cardiologia do país, assumida mediante concurso, por Aarão Burlamaque Benchimol na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado da Guanabara.


1960 – Realizado o VI Congresso Interamericano de Cardiologia do Rio de Janeiro, promovido por Edgard Magalhães Gomes, o primeiro presidente brasileiro a dirigir um evento internacional de cardiologia.


1963 – Descoberta do fator de potencialização da bradicinina, pelo pesquisador Sérgio Henrique Ferreira, um peptídeo extraído do veneno da Bothrops jararaca que possibilitou o desenvolvimento de um medicamento usado no tratamento da hipertensão arterial e insuficiência cardíaca.


1966 – Realizada as primeiras cineangiocoronariografias no Brasil por José Eduardo Mores Rego Sousa (SP), seguido por Siguemituzo Arie (SP), Stans Murad Neto (RJ), Pierre Labrunie (RJ), Carlos Gottschall, difundindo a técnica no Brasil.


1968 – Realizado o primeiro transplante de coração, no Hospital das Clínicas de São Paulo, por Euryclides Zerbini (17º transplante realizado no mundo).


1968 – Criação do Título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia sendo posteriormente regulamentado pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM) por meio da Resolução CFM nº1286/89.


1971 – Primeira recanalização mecânica de artéria coronária no infarto do miocárdio por cateterismo documentada no mundo, realizada em São Paulo, por Norberto Galiano.


1974 – A tecnologia do Ecocardiograma é introduzida no Brasil por Nelson Souza e Silva e difunde-se através de Fernando Morcerf, Rubens Thevenard, Jonal Talberg e Jorge Moll, no Rio de Janeiro; Juarez Ortiz e Alfonso Barbato, em São Paulo; Fernando Santos, em Belo Horizonte; Iran Castro, em Porto Alegre; e Paulo Brindeiro, no Recife.


1975 – Técnica de correção da transposição completa das artérias com troca da aorta pela pulmonar, cirurgia conhecida mundialmente “Cirurgia de Jatene”, publicada por Adib Jatene e sua equipe.


1979 – Primeira Angioplastia Coronariana realizada na América do Sul por Costantino Costantini, em Curitiba.


1982 – 1ª Publicação brasileira que descreveu a “origem endocárdica” da arritmia. No final da década de 1970, no Instituto do Coração – Incor, foi iniciada por Eduardo Sosa (SP) e Miguel Barbero (SP) a implantação do programa de ablação cirúrgica com base no mapeamento eletrofisiológico. Essa descoberta foi um marco no tratamento ablativo da taquicardia ventricular sustentada na cardiopatia chagásica.


1982 – Rafael Leite Luna foi o primeiro cardiologista brasileiro a integrar a diretoria da Federação Internacional de Cardiologia, ocupando o cargo de representante das Fundações Americanas de Cardiologia.


1992 – Implantada a Central Nacional de Intervenção Cardiovascular – CENIC, uma das maiores coletâneas de dados sobre intervenção cardiológica mundial, sob a direção de Amanda Guerra de Moraes Rego Sousa.


1993 – Criação do primeiro consenso da SBC: Consenso Nacional sobre Cardiopatia Grave.


1995 – Criação da técnica de ablação epicárdica, realizada no Incor por Eduardo Sosa.


1995 – Iniciado o processo de informatização da SBC, realizada na gestão de Iran Castro (1995/1997).


1998 – O XIII Congresso Mundial de Cardiologia é realizado pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro, presidido por Mário Maranhão, sendo Ayrton Pires Brandão, o Chairman, e Rafael Leite Luna, o Presidente da SBC.


2000 – Iniciado o processo de digitalização das edições dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, a partir de 1948, realizada na gestão de Gilson Soares Feitosa (1999/2001).


2001 – Primeira publicação que descreve a controle da reestenose coronária pela técnica de implante de stent com eluição de fármacos (stent farmacológico) por José Eduardo Moraes Rego Sousa, no Instituto Dante Pazzanese.


2001 – Primeiro presidente brasileiro da World Heart Federation, Mário Maranhão.


2001 – Bolsa de aperfeiçoamento Prof. Rubens Maciel, concedida pela SBC para o apoio ao profissional na área de conhecimento da cardiologia, que proporcionou maior qualificação individual e maior retorno à prática médica através da Educação Médica Continuada, realizada entre 2001 e 2005.


2008 – Realização da primeira sessão conjunta no Congresso do American College of Cardiology.


2009 – Criação do Capítulo Brasileiro do ACC, coordenado por Antônio Carlos Palandri Chagas.


2020 – Doenças cardiovasculares afetam mais de 14 milhões de brasileiros e são responsáveis por mais de 380 mil óbitos todos os anos. ASBC tem atuado fortemente por intermédio da promoção e da prevenção, da difusão da educação médica e da titulação de especialistas para qualificar a assistência às doenças do coração no Brasil.

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