Artigo analisa excesso de mortalidade hospitalar por DCVs na pandemia de Covid-19

Publicado na edição de julho do ABC Cardiol, disponível a partir do dia 7, estudo considera o primeiro ano da crise do coronavírus no Brasil


A pandemia da COVID-19 tem causado um impacto sobre a mortalidade por várias doenças em todo o mundo, especialmente por doenças cardiovasculares (DCVs). O Brasil é um país de dimensões continentais com diferenças significativas na estrutura de saúde entre seus estados. Sendo assim, artigo que será publicado na edição de julho dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia (ABC Cardiol), disponível a partir do dia 7, analisa a mortalidade hospitalar por DCVs no sistema público de saúde durante o primeiro ano da pandemia no país.


Trata-se de um estudo ecológico analisando o número absoluto de mortes hospitalares e a taxa de mortalidade hospitalar no Brasil, suas macrorregiões, e unidades federativas. Os dados foram obtidos do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde. O P-escore foi usado para analisar o excesso de mortalidade, comparando os eventos observados com os eventos esperados para um dado local e período.


Como resultados, houve 93.104 óbitos hospitalares por DCVs no Brasil em 2020, o que representa 1495 menos óbitos (escore-P: -1,58) que o esperado. A região centro-oeste apresentou um escore-P positivo, com um aumento de 15,1% no número de mortes. Dez estados apresentaram um maior número de óbitos em 2020. Ainda, observou-se um excesso de 13,3% de mortalidade hospitalar no país como um todo, e um excesso de mortalidade hospitalar em todas as macrorregiões.


Com isso, os autores concluíram que houve uma diminuição no número absoluto de óbitos hospitalares, bem como um aumento na taxa de mortalidade por DCVs no Brasil em 2020, após o início da pandemia por COVID-19.


Leia o artigo na íntegra na revista ABC Cardiol, edição de julho/2022. Acesse: https://abccardiol.org/


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