Artigo analisa alterações nos parâmetros de risco cardiovascular e níveis de atividade física

Trabalho considerou pacientes após dois anos de acompanhamento em pacientes com doença arterial periférica sintomática


Estudos transversais anteriores demonstraram que a atividade física está associada a menor risco cardiovascular em pacientes com doença arterial periférica (DAP). No entanto, não é possível estabelecer causalidade e estudos com desenho longitudinal são necessários. Artigo em destaque na edição de julho dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia (ABC Cardiol), disponível a partir do dia 7, analisou as alterações nos parâmetros de risco cardiovascular e níveis de atividade física após 2 anos de acompanhamento em pacientes com DAP sintomática.


O estudo iniciou em 2015. Na primeira fase, foram incluídos 268 pacientes. Na segunda, após dois anos, foram reavaliados 72 pacientes. Parâmetros de risco cardiovascular, como pressão arterial, modulação autonômica cardíaca e rigidez arterial, e níveis de atividade física foram medidos na linha de base e após dois anos de acompanhamento. A associação entre as alterações delta na atividade física e nos parâmetros cardiovasculares foi analisada por meio de regressão linear múltipla.


Os resultados indicam uma acentuada piora do perfil clínico na nossa amostra, com aumento da prevalência de fatores de risco cardiovascular após dois anos de acompanhamento. Também foram observadas redução do ITB e variabilidade da frequência cardíaca, bem como aumento da rigidez arterial. Como esses fatores estão altamente relacionados à mortalidade cardiovascular, as alterações no perfil clínico e nos parâmetros cardiovasculares observadas ao longo do tempo em pacientes com DAP podem explicar potencialmente o prognóstico grave desses pacientes. Dessa maneira, esses resultados destacam a importância de estratégias agressivas de prevenção secundária, incluindo modificação de fatores de risco, terapia antiplaquetária, terapia hipolipemiante, tratamento anti-hipertensivo.


Leia o artigo na íntegra na revista ABC Cardiol, edição de julho/2022. Acesse: https://abccardiol.org/


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