77º CBC discutirá telecardiologia e inteligência artificial na saúde

Devido à pandemia, o mundo se deu conta da importância da saúde digital e da pesquisa. O que parecia futurístico, já virou realidade, fazendo parte dos hospitais e consultórios médicos.


Inovação, pesquisa, epidemiologia e políticas públicas são temas de destaque na programação do 77º Congresso Brasileiro de Cardiologia e do Congresso Mundial de Cardiologia 2022, que acontecem simultaneamente de 13 a 15 de outubro, no Rio de Janeiro.


Na área de pesquisa, o assunto principal será a importância de construir estudos clínicos para formação de evidências que transformem a prática clínica. “Para os pesquisadores e aqueles que se envolvem com esse tópico, vai ser bastante interessante, pois serão apresentados conceitos do que realmente importa para os pacientes e como produzir conhecimento no lado mais translacional”, ressalta a cardiologista Carisi Anne Polanczyk, chefe da Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, RS, e membro da comissão científica do congresso.


Já com relação à epidemiologia, estão previstas importantes palestras. Uma pretende discutir dados da epidemiologia cardiovascular no Brasil e o impacto observado nos últimos anos com o aumento da incidência dessas doenças, considerando parâmetros e realidades diferentes de outros países.


Outra seção dentro da área de epidemiologia e saúde populacional levará ao público a entender o papel de fatores de risco emergentes, além dos tradicionais. “Um tema de impacto é o efeito da poluição no desenvolvimento de doenças cardíacas e de diabetes. São novos fatores de risco com evidências sólidas e que exigem ações coletivas ”, conta Carisi.


Em se tratando de inovação, são várias as sessões. Serão abordados wearables, dispositivos móveis e conectividade na saúde cardiovascular, como os relógios inteligentes, utilizados como formas de identificar problemas cardíacos, além do impacto destes dispositivos na rotina dos pacientes e profissionais de saúde.


Também ganhará espaço a telecardiologia: como o médico levará a tecnologia para o seu consultório. Outras sessões vão discutir como a inteligência artificial tem auxiliado no atendimento e nas definições da saúde cardiovascular, incluindo a interpretação automatizada do eletrocardiograma e de outros exames de imagem.


Na linha de inteligência artificial haverá, ainda, conteúdo mais básico para o cardiologista que não está familiarizado com o tema. “Por fim, vamos conversar sobre futuro, plataformas de biotecnologia e transplante de células, entre outros assuntos que envolvam inovação”, acrescenta Carisi.


Como palestrantes, estão sendo convidados especialistas em inteligência artificial na cardiologia e métodos diagnósticos, especialmente eletrocardiografia e ecografia, como também pesquisadores, nacionais e internacionais, que possam compartilhar experiências em saúde digital. “Pelo fato de o congresso nacional ser junto com o mundial, teremos discussões mais amplas, contando com um corpo de palestrantes bem mais robusto, com representantes da América do Norte e da Europa”, comenta.


Para Carisi, devido à pandemia, o mundo se deu conta da importância da saúde digital e da pesquisa. O que parecia futurístico, já virou realidade, fazendo parte dos hospitais e consultórios médicos. “Os médicos mais jovens estão curiosos e interessados, querendo participar dessa onda tecnológica. E é isso que o congresso vai viabilizar, convidando-os a fazer parte desta nova realidade”, finaliza a cardiologista.


Mais informações sobre o evento: https://www.worldcardio2022.com/


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