34º Congresso de Cardiologia do Estado da Bahia é marcado por reencontros e homenagens

Realizado entre os dias 2 e 4 de junho, o evento também celebrou os 75 anos da SBC-BA



Aconteceu de 2 a 4 de junho, o 34º Congresso de Cardiologia do Estado da Bahia, no Centro de Convenções de Salvador. Maior do Norte-Nordeste e terceiro maior do Brasil, o evento foi realizado pela SBC-Bahia e contou com quatro salas médicas de atividades contínuas, além de salas dedicadas a enfermagem, fisioterapia e educação física, com atividades em todos os dias.


O congresso começou com o 10ª Simpósio Internacional SBC-BA/Duke, que teve a presença de Renato Lopes, pesquisador, professor da Duke University e sócio honorário da SBC-Bahia. O encontro congrega o intercâmbio de conhecimentos, vivências clínicas e os mais recentes estudos da cardiologia mundial. O tema tratado na mesa redonda foi “Ciência Médica: da teoria à prática”, reunindo expoentes da cardiologia baiana.


A solenidade de abertura foi marcada por reencontros, homenagens e muita emoção na celebração dos 75 anos da SBC-BA. A cerimônia congregou representantes do Conselho Administrativo da SBC, do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed) e ex-presidentes da SBC-BA.


O ponto alto foi, justamente, o reconhecimento de dois ex-presidentes. João Souza teve sua homenagem conduzida pelo filho, o também cardiologista Marcelo Sousa, recebendo do vice-presidente da SBC-BA, Luiz Ritt, o quadro comemorativo. Já a homenagem a Heitor Carvalho foi conduzida por José Carlos Brito. Ele recebeu o quadro das mãos do presidente da entidade, Joberto Sena.


O segundo dia de congresso também foi bastante movimentado, com público assíduo em todas as salas. Na reunião de diretores da SBC-BA com os representantes das regionais, houve alinhamento das datas das Jornadas do Interior.


No Simpósio Cardiopapers, foi realizada uma discussão de casos clínicos em insuficiência cardíaca e síndrome coronariana aguda com interatividade e troca de experiência.


Outras atividades foram: a “Gincana do ECG: o desafio é o limite…”, o colóquio dirigido sobre aterosclerose e dislipidemia, a reunião do Conselho Consultivo e os simpósios dos departamentos, reforçando a importância da multidisciplinaridade no tratamento dos pacientes cardiopatas.


Na manhã do último dia, aconteceu a 11ª edição da Cardiocorrida, um momento de integração entre os participantes do congresso e reafirmação da importância da atividade física para a saúde cardiovascular.


Dos 135 temas livres apresentados, três tiveram destaque. Em primeiro lugar, o efeito combinado entre atividade física no tempo livre e redução do comportamento sedentário para prevenção da obesidade abdominal em participantes do Elsa-Brasil. Em segundo, a segurança das vacinas contra covid-19 em portadores de cardiopatias acompanhados em ambulância de referência em Salvador. E, em terceiro, a influência da idade do paciente no conservadorismo da decisão médica em síndromes coronarianas.


A cerimônia de encerramento, conduzida pelo presidente da SBC-BA, Joberto Sena, e pelo diretor científico, Cláudio das Virgens, foi um misto de emoções e agradecimento a todos que viabilizaram sua realização. Segundo eles, as contribuições de um congresso como esse impactam diretamente na conduta clínica, com novas referências de estudos atuais, além de ser um estímulo à produção científica local.


Em se tratando de números, vale a pena destacar a participação maciça da indústria: 46 empresas prestigiaram o congresso. Em termos de atração, no total, foram nove simpósios satélites, dois de instituições hospitalares e outros sete da indústria.


“Do ponto de vista científico, o evento atendeu ao que a diretoria havia estabelecido, e acredito que gerou uma expectativa muito grande para a edição de 2023”, disse Sena.


Após a finalização de mais um grande congresso, o momento foi de celebração com a Confraria da Música, ao som de clássicos da MPB e de carnavais da Bahia.


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