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Uma história quase tão longa quanto os 80 anos da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Atualizado: 2 de mar.

Eduardo Rolim, cardiologista associado há mais de sessenta anos na instituição, compartilha lembranças da profissão

Somente 18 anos separam a fundação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) do início da parceria entre a instituição e Eduardo Rolim. O cardiologista, professor aposentado de Cardiologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), completa 62 anos como associado da SBC no mesmo ano em que a sociedade atinge 80 anos. Mas esse não é o único número que impressiona na história de Eduardo.


O professor ingressou no quadro docente da UFSM em 1959, onde lecionou até 1994, ano de sua aposentadoria. Durante o período, se ausentou entre 1964 e 1987, após ter sido afastado da Universidade durante a Ditadura Militar.


Além de tudo isso, Eduardo participou do primeiro curso de especialização em cardiologia da Universidade de São Paulo (USP), explicado por ele como uma espécie de mestrado da época.


“Fiz minha especialização em cardiologia em 1960, na USP, no primeiro curso organizado pelo Professor Luiz Décourt. Naquele tempo só dispúnhamos do ECG, RX, Fono e Veto. Tudo veio depois”, explica Eduardo.


O professor faz questão de destacar duas inovações que, segundo ele, permitiram importantes avanços na área da cardiologia: o ecocardiograma e a hemodinâmica. Ele conclui: “A tecnologia permitiu a maior celeridade nas conquistas”.


Ao ser perguntado sobre as principais mudanças na Cardiologia ao longo das últimas décadas, Eduardo chama atenção para avanços nacionais no atendimento ao paciente: “a incorporação de toda uma tecnologia de ponta que permite diagnóstico seguro e tratamentos resolutivos. O Brasil se mantém atualizado como os maiores centros do mundo”.


Mais de sessenta anos de sociedade com a SBC renderam frutos e muitas páginas para a história do cardiologista. Ele faz questão de pontuar que “a SBC sempre foi a sociedade com maior destaque entre as demais e tem uma importância fundamental na atualização dos profissionais”.


Eduardo deixa a seguinte mensagem para novos companheiros de profissão: “Estudem sempre. Permaneçam atualizados. Exerçam a medicina com ética. Prestem serviços sociais!”.


Mesmo após mais de sessenta anos de profissão, o cardiologista permanece seguindo o próprio conselho: “apesar de jubilado continuo exercendo a medicina, com alegria e satisfação”.

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