SBC marca presença no ESC 2022 com sessão conjunta

Atualizado: 26 de ago.


Desafios no atendimento remoto e aprendizados para o futuro são temas do debate


Os desafios do cuidado cardiovascular por meio da telemedicina serão debatidos na joint session Challenges in remote cardiovascular care during pandemics: a step into the future, durante o European Society of Cardiology Congress 2022 (ESC Congress 2022). Promovida em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a sessão é presidida por Denilson Campos de Albuquerque, membro do Conselho Administrativo da SBC, e Panagiotis Vardas, da Grécia. O painel será transmitido no canal 6 do congresso em 29 de agosto, segunda, às 16h30 no horário de Barcelona (11h30 no horário de Brasília).


Pauta importante para todas as especialidades médicas, a teleconsulta se tornou uma aliada no atendimento durante a pandemia da Covid-19. Albuquerque considera que aprendizados importantes surgiram desse cenário como acompanhamento de um paciente com insuficiência cardíaca. "Com a informação da frequência cardíaca, pressão arterial e controle do peso do paciente podemos identificar piora do seu quadro clínico. Avaliando o ganho rápido de peso, ainda que de maneira remota, podemos identificar a retenção de líquido e aumentar a dose do diurético, por exemplo”, diz Albuquerque. O médico ainda afirma que esse mesmo modelo pode ser útil em outras situações em que o contato com o paciente seja prejudicado, ponto central do debate.


No painel também participam os brasileiros Weimar Sebba Barroso, membro do Conselho Administrativo da SBC, com tópicos sobre hipertensão, e Luís Beck da Silva, diretor científico do Departamento de Insuficiência Cardíaca (SBC/DEIC), que debate a insuficiência cardíaca. Além desses temas, tópicos sobre arritmias e morte súbita serão apresentadas por Lluis Mont, da Espanha, e o painel também conta com a participação de Brenda Moura, de Portugal.


Albuquerque afirma que o intercâmbio de informações colabora no preenchimento de lacunas no conhecimento como, por exemplo, no setor de imagens. “O que se faz no Brasil não necessariamente se faz na Europa e vice-versa, mas a troca de experiências é fundamental para que a gente possa incrementar o conhecimento das patologias cardiovasculares”, afirma.

 



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