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Níveis altos de volume matriz podem estar associados à remodelação adversa após infarto do miocárdio

Pesquisa investiga a relação entre Compartimentos de Volume Extracelular e Matriz Metaloproteinase 2 na Remodelação do Ventrículo Esquerdo após o Infarto do Miocárdio

Uma pesquisa divulgada na última edição do ABC Cardiol, periódico nacional da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), investiga efeitos específicos do infarto do miocárdio em noventa e dois pacientes.


O principal objetivo do artigo intitulado A Relação entre Compartimentos de Volume Extracelular e Matriz Metaloproteinase 2 na Remodelação do Ventrículo Esquerdo após o Infarto do Miocárdio foi investigar o papel que as alterações nos compartimentos de volume extracelular e volume celular desempenham no desenvolvimento de remodelação adversa após o infarto do miocárdio, e sua relação com as expressões de metaloproteinases.


Todos os participantes que participaram da pesquisa passaram pelo primeiro infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do ST (IAMCSST). A maioria era do sexo masculino (90,2%) com perfil de risco represensativo de doença cardiovascular.


Os pacientes se submeteram a exames de imagens por ressonância magnética cardiovascular 2 semanas e 6 meses após o infarto do miocárdio. Para avaliar as MPPs, as avaliações foram realizadas no primeiro dia e 2 semanas após o infarto. O volume extracelular e a massa do ventrículo esquerdo foram usados para calcular o volume matriz e o volume celular.


A remodelação adversa foi definida como um aumento maior do que 12% no volume diastólico final do ventrículo esquerdo no período de seis meses. A partir desses parâmetros, foi detectada em 32,6% de todos os pacientes 6 meses após o infarto.


A troponina I cardíaca mediana e os níveis medianos de proteína C reativa de alta sensibilidade mostraram-se mais altos no grupo com remodelação adversa do que no grupo sem. Não houve diferença significativa entre as características demográficas e outras características clínicas dos pacientes dos grupos com e sem RA.


Os principais achados do estudo são resumidos em cinco pontos, e dizem respeito aos pacientes com infarto do miocárdio que desenvolveram remodelação adversa durante o acompanhamento de 6 meses.


Os valores de volume extracelular aumentaram mais proeminentemente após seis meses e esse aumento foi na direção do volume da matriz. Além disso, uma correlação positiva entre os níveis de metaloproteinases-2 e os níveis de volume extracelular e volume matriz foi identificada.


As alterações no volume matriz, durante o acompanhamento de seis meses, foi superior às alterações do volume extracelular na previsão da remodelação adversa. Para finalizar, o modelo de regressão em que o volume matriz foi incluído foi superior para explicar remodelação adversa.


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