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Carlos Eduardo de Souza Miranda assume a vice-presidência no Conselho Administrativo da SBC em 2023

Em entrevista, vice-presidente conta sobre sua trajetória profissional e sobre os desafios e expectativas para entidade em 2023


Expoente do associativismo na Sociedade Mineira de Cardiologia, entidade que presidiu no biênio 2018-2019, Carlos Eduardo de Souza Miranda ocupará a vice-presidência do Conselho Administrativo da SBC em 2023.

Formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora em 1995, Carlos Miranda é especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e possui habilitação em Eletrofisiologia Clínica Invasiva pela Sociedade Brasileira de Cardiologia / Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas.

É também mestre em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto pela Universidade Federal de Minas Gerais, além de membro do serviço de Arritmias e preceptor da Residência em Cardiologia do Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte. Em entrevista exclusiva ao Jornal da SBC, Carlos Miranda conta sobre suas expectativas frente à nova posição e fala sobre os desafios da entidade para o próximo ano. Confira!

1) Conte resumidamente sobre sua trajetória na SBC, quais funções e cargos ocupou, e quais atividades considera mais relevantes?

Iniciei minha história no associativismo na Sociedade Mineira de Cardiologia, onde inicialmente participei de grupos de estudos e posteriormente de algumas diretorias. No biênio 2018-2019, tive a honra de presidir essa importante estadual da SBC. Durante esse período, estive mais próximo da diretoria da SBC e em 2020, participei da comissão de reforma do estatuto da entidade, o que me permitiu conhecer mais de perto a rotina e a dinâmica da nossa Sociedade.

2) Atualmente o senhor atua no Comitê de Qualidade Assistencial da SBC. Quais foram os principais desafios, agendas e conquistas ao longo deste ano de 2022 no Comitê?

Em relação ao Comitê de Qualidade Assistencial, o grande desafio se deu no final de 2021, quando ocorreu a publicação da portaria nº 3693* por parte do Ministério da Saúde. Entendendo que a portaria poderia impactar na qualidade assistencial do cardiologista, a SBC aprimorou seus canais de comunicação com o Ministério, participando de reuniões e sugerindo adequações para que a portaria fosse colocada em prática. Essa parceria também resultou na criação da Câmara Técnica do QualiSUS Cardio*. Atualmente, o conselheiro Sérgio Montenegro é o representante da SBC nessa Câmara.

Além disso, a SBC tem participado da criação da área de atuação em Cardiointensivismo. Essa ação foi realizada em conjunto com Associação de Medicina Intensiva.


3) Do ponto de vista de Relações Governamentais, 2022 se apresentou como um ano importante trazendo conquistas como incorporação de novos medicamentos ao Programa Farmácia Popular e do TAVI nos Centros Especializados. Como a SBC poderá seguir contribuindo tecnicamente e consultivamente para o acesso à novas tecnologias e procedimentos?

A participação da SBC na Câmara Técnica do QualiSUS, representou uma grande oportunidade de contribuirmos para a incorporação de novos medicamentos no Programa Farmácia Popular (que atuam no controle das doenças cardiovasculares, diabetes e insuficiência cardíaca)o que não ocorria há mais de dez anos. A inclusão desses medicamentos melhora a qualidade da assistência aos pacientes com doenças cardiovasculares e amplia o poder de ação do cardiologista, possibilitando desfechos como redução nas taxas de hospitalização e de mortalidade. Quanto ao TAVI (implante de Valva Aórtica por cateter) a parceria junto com Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista foi fundamental para o êxito da ação, que impactará principalmente na melhoria da assistência aos pacientes idosos.

Para o aprimoramento dessas ações, seguindo o planejamento do Conselho, criou-se uma gerência de relações institucionais para auxiliar nessas ações que serão cada vez mais contínuas junto ao poder público.

4) O senhor chega à vice-presidência do Conselho Administrativo da SBC no segundo ano do novo modelo de governança da entidade. Quais as vantagens que este novo modelo trouxe para a gestão da Sociedade e o que devemos esperar daqui para frente?

Acredito que o novo modelo permite a maior representatividade de todas as regiões, aproximando o Conselho de suas estaduais, regionais e departamentos, ou seja, aproxima o Conselho do sócio.

Além disso, o atual modelo de governança permitiu que no início da gestão fosse realizado o planejamento estratégico, que contempla projetos de médio a longo prazo. Dessa forma, nos próximos anos o Conselho espera fortalecer ainda mais a SBC, e tornando-a cada vez mais sustentável e dinâmica.


5) A SBC apresentou um bom número de novos sócios em 2022 enquanto passa por um processo de rejuvenescimento do seu quadro societário, o que é uma tendência natural de qualquer instituição perene. Como a SBC pode se tornar ainda mais atraente para este público mais jovem?

Para que se torne sustentável, a SBC procura sempre acompanhar as tendências e se renovar, sem dúvida, a participação do jovem cardiologista é fundamental nesse processo. O Conselho entende que para se associar, o jovem deve reconhecer a SBC como sociedade que viabilize sua atualização científica com a máxima qualidade, mas que também atue em sua defesa profissional e que lhe ofereça outros benefícios. Por isso, o Conselho tem trabalhado intensamente para ampliar esses diferenciais aos seus associados.

6) Qual sua expectativa para o ano de 2023 e quais agendas devem ser mais valorizadas na entidade?

Para 2023 as expectativas são as melhores possíveis. Será um ano de consolidação desse novo modelo de gestão. Manteremos o foco no conteúdo científico, na educação, na conscientização da população sobre prevenção e adesão aos tratamentos, e no apoio para o desenvolvimento de políticas públicas relacionadas às doenças cardiovasculares. Tudo isso, mantendo a participação e envolvimento dos sócios, estaduais, regionais e departamentos.


Será um ano em que o Conselho poderá executar essas e outras ações que possam impactar positivamente na qualidade assistencial, tanto para o profissional, quanto para o paciente

7) Quais são as principais atribuições da vice-presidência do Conselho e qual sua expectativa em assumir esta função?

Em relação à vice-presidência, espero auxiliar a nossa presidente, Andréa Brandão, dando continuidade aos projetos já em andamento e propondo novas iniciativas para atender as demandas de nossos sócios, buscando ser esse elo entre os associados e o Conselho.


*Portaria nº 3693: Altera atributos de procedimentos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS e estabelece a dedução de recurso do Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde – Grupo de Atenção Especializada, incorporado ao limite financeiro de Média e Alta Complexidade – MAC dos Estados, Distrito Federal e Municípios.


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